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O som do berimbau não marcava apenas o ritmo da capoeira no auditório do Centro de Capacitação em Educação Inclusiva e Acessibilidade (Ceia) nessa quinta-feira (24), mas também o da inclusão. A instituição, em parceria com a Associação dos Deficientes Visuais de Canoas (Adevic), promoveu no local uma "Roda de Capoeira Inclusiva". Além dos alunos atendidos pelas duas instituições, participaram os grupos Pretos Velhos da Vivência, Guaiamum e Filhos de Bantos.
Deficiente visual desde o nascimento, Daniel Martins, de 16 anos, era um dos mais empolgados. "Já tenho duas cordas de capoeira em casa. É tri jogar e dançar", comenta. Vinculado à Diretoria de Educação Inclusiva da Secretaria Municipal de Educação, o Ceia atende cerca de 300 crianças com diferentes necessidades especiais. Por isso, a atividade recebeu participantes com as mais variadas limitações, mas todos com a satisfação de estarem juntos. Quem não jogou, tocou instrumentos, acompanhou a música com palmas, transformando a tarde em uma verdadeira festa.
A iniciativa integra a XX Semana Municipal da Pessoa com Deficiência, que tem programação até a próxima segunda-feira (28). "Acreditamos na educação inclusiva como um todo e nesta semana fazemos uma divulgação maior para eles serem vistos, percebidos de uma forma mais consciente", ressalta a coordenadora do Ceia, Liliane Veiga, que trabalha para conscientizar a sociedade sobre a importância da valorização deste segmento da sociedade.
O professor de Educação Física e psicomotricista do Ceia, Ivan Basegio, lembra o fato de a capoeira atualmente ser utilizada na escola como uma ferramenta pedagógica. "É um jogo, uma luta, uma dança. Tem a música, os instrumentos... Então qualquer pessoa pode praticar do seu jeito, de acordo com as suas características individuais", frisa.
Coordenador do Filhos de Bantos, Paulo Pardal tem baixa visão e, assim como a maioria dos integrantes da roda, mostra a relevância da força de vontade para superar os obstáculos do dia a dia. "Sempre destaco para os meus alunos que nós podemos superar a nossa limitação, basta querermos", frisa. Alguns dos integrantes do grupo também possuem deficiência visual.
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