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Quando o assunto é saúde, a máxima é sempre a mesma: é melhor prevenir do que remediar. E quando se trata de educação sexual, a prevenção e a informação se tornam fundamentais e indispensáveis na formação de adolescentes e jovens. Pensando nisso, a Diretoria da Juventude e a Diretoria de Políticas e Ações em Saúde (DPAS) da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de Canoas promoveram nesta terça-feira (10) a primeira palestra sobre Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) - o que você precisa saber para se prevenir. O público alvo da ação são os alunos adolescentes das Escolas Municipais de Ensino Fundamental (EMEFs), a partir do 6° ano, sendo a primeira escola contemplada a EMEF Arthur Oscar Jochims, no bairro Estância Velha.
O diretor da Juventude, Maurício Loss, destaca que a ideia de um programa de prevenção nas escolas surgiu em conversa com a SMS. "Nós observamos um crescente número de adolescentes e jovens com ISTs, além da gravidez cada vez mais precoce. Decidimos então procurar a secretária da Saúde, Rosa Groenwald, para traçarmos uma estratégia em busca de uma solução para este problema de saúde pública", explica Maurício.
De acordo com a diretora da EMEF, Vanessa Lopes, todos os anos há casos de adolescentes grávidas na escola, fora os alunos que contraem alguma infecção. "Este trabalho é importante pois trata-se de uma pessoa de fora que vem conversar com os alunos. Nós professores conversamos, mas nem sempre somos ouvidos, o mesmo acontece com a família. Temos alunos que iniciam a vida sexual com 13, 14 anos. O programa vem agregar informação e esclarecimento para eles", salienta a diretora.
A palestra, ministrada pela enfermeira Adriana Barcelos, do Serviço de Atendimento Especializado (SAE) e do Centro de Testagem e Acolhimento (CTA), abordou temas pertinentes para a idade dos presentes na conversa. Além das ISTs, a enfermeira falou para cerca de cem alunos sobre as mudanças no corpo dos adolescentes, métodos contraceptivos e onde procurar atendimento médico. Houve distribuição de preservativos e cartilhas informativas. A Bianca Silveira, aluna do 9° ano, tem 16 anos e relata que possui um diálogo aberto em casa. "Meu pai sempre conversa comigo sobre estas questões. Na escola também falam, mas quanto mais informação melhor. Nem todos tem acesso", comenta a jovem.
O ciclo de palestras vai atingir todas as escolas municipais, de acordo com a aceitação de cada EMEF. A ideia é expandir o programa também para as escolas estaduais e privadas.
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