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Canoas recebeu nesta sexta-feira (10) o Fórum de Segurança Pública, no auditório da Uniritter. Promovido pela subseção da OAB em Canoas, o encontro debateu ações que variados órgãos têm realizado para transpor os desafios que a segurança pública encontra. O secretário de Segurança Pública e Cidadania de Canoas, Ranolfo Vieira Júnior, foi um dos palestrantes do fórum e demonstrou à plateia, em geral composta por acadêmicos de Direito da universidade, os esforços e conquistas da pasta ao longo dos últimos dez meses.
O secretário iniciou sua fala lembrando que as forças policiais e jurídicas só entram em ação quando o sistema social apresenta falhas. "A segurança pública só é acionada quando a família falha, quando a educação falha. Por isso, é importante que valorizemos a entidade família, com pais e mães sempre presentes. Assim como também nas escolas, onde o Estado deve direcionar sempre os melhores recursos para o fortalecimento do ensino", afirmou sendo aplaudido pela plateia.
Um dos exemplos citados por Ranolfo em sua fala foi a redução da criminalidade em Canoas. Na comparação dos meses de junho, julho e agosto de 2017 com o mesmo período do ano passado, houve uma redução de 26,7% no número de casos de mortes violentas, destacando-se a não ocorrência de latrocínios durante todo o ano de 2017. Em julho, foi registrado apenas um homicídio, menor índice da série histórica, acompanhada desde 2009.
Integração, investimentos e inteligência
Ranolfo, que é delegado de polícia desde 1998, já foi chefe de Polícia do Estado e diretor do Departamento Estadual de Investigações Criminais, contou as ações que Canoas vem promovendo. "A minha experiência baliza a política de segurança baseada no tripé: integração, investimentos e inteligência. Em todo o mundo se faz segurança assim". Seguindo a premissa da integração, a cidade realiza, desde o mês de fevereiro, ações conjuntas entre as forças de segurança. Brigada Militar, Polícia Civil, Polícia Rodoviária Federal e Guarda Municipal unem esforços, realizando barreiras e abordagens com apoio aéreo, em lugares estratégicos, visando coibir os índices de homicídios da cidade e o tráfico de drogas. Ao todo, já foram feitas 58 operações integradas em diversos pontos da cidade.
A coordenadora da Comissão de Direitos Humanos da OAB gaúcha, Neusa Rolim Bastos, declarou que a "ausência de uma política estadual de segurança pública demanda esforços de outros órgãos". No mesmo sentindo, Ranolfo afirmou que atualmente "a responsabilidade das ações de segurança pública passa pela municipalização. É responsabilidade também dos governos municipais reduzir os índices de criminalidade", ressaltou.
No tocante aos investimentos, o secretário de segurança lembrou que o município comprou neste ano 35 viaturas. Do total, 22 foram cedidas à Brigada Militar, Polícia Civil e Susepe, órgãos de competência do estado. Com investimento de R$ 4,7 milhões, provenientes de recursos livres da Prefeitura, os automóveis chegarão às ruas até o final deste semestre, distribuídos também entre Guarda Municipal, Defesa Civil e Fiscalização de Trânsito.
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