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As Unidades Básicas de Saúde Fátima e Prata receberam a certificação do Ministério da Saúde na Estratégia Amamenta e Alimenta Brasil, lançada em 2012. A iniciativa visa fortalecer as ações de promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno e a alimentação saudável para crianças menores de dois anos no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). As duas UBS de Canoas receberam a certificação após comprovarem ao Ministério da Saúde que se enquadram nos critérios estabelecidos.
Entre eles, estão a criação de uma linha de cuidado da saúde da crianças nas UBS, para acolher e orientar as mães; o monitoramento de indicadores de aleitamento materno e alimentação complementar; e a capacitação dos profissionais de saúde. Para receber a certificação, as unidades de saúde precisam promover não apenas campanhas, mas ações contínuas que apoiem as mães na amamentação e também na fase da introdução alimentar, que ocorre a partir dos seis meses de vida do bebê.
A coordenadora da Política de Alimentação e Nutrição da Secretaria Municipal da Saúde, Ana Paula Frasson Tibola, destacou o esforço de Canoas não apenas para atender os requisitos do Ministério da Saúde, mas também para qualificar o atendimento nas UBS. "Canoas vem implementando esta estratégia nacional desde 2014 e somente em 2017 foi possível certificar as primeiras unidades. Em 2018, continuaremos trabalhando para buscar este reconhecimento do Ministério da Saúde para as demais UBS. O objetivo é qualificar os profissionais de saúde para que as unidades promovam ações permanentes de modo a incentivar o aleitamento materno e a alimentação complementar saudável das crianças. As equipes também devem apoiar as mães, orientando e esclarecendo dúvidas".
A Estratégia Amamenta e Alimenta Brasil tem entre as metas aumentar os índices de aleitamento materno no país. Hoje, o índice de amamentação exclusiva entre as crianças com até seis meses no Brasil é de apenas 38,6%, conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF). A OMS recomenda a alimentação exclusiva por leite materno até os seis meses, o que é capaz de reduzir em 13% a mortalidade por causas que podem ser prevenidas em crianças menores de cinco anos. Além disso, estudos já vem demonstrando, que a obesidade e o diabetes estão entre as patologias contra as quais o leite materno é capaz de oferecer proteção.
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