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O Centro Olímpico Municipal (COM) de Canoas, no bairro Igara, esteve movimentado neste sábado (14), com atividades diferenciadas para acadêmicos e professores de Educação Física do município e região. Trata-se da sétima edição do Intercâmbio dos Professores de Educação Física Sem Fronteiras, realizado pela Fédération Internationale de Education Physique (FIEP) no Rio Grande do Sul em parceria com a Prefeitura Municipal de Canoas. Este é um projeto que tem como principal objetivo capacitar profissionais para ministrarem cursos gratuitamente em diferentes esferas da sociedade. A FIEP é um organismo mundial que luta pela difusão da educação física e do esporte na perspectiva da educação.
Foram ofertados quatro cursos diferentes, Dança Escolar, com a professora Carlise Pereira, e Ginástica Escolar, com a professora Cristiane Hoffmann, na parte da manhã. Já no período da tarde, o professor Diego Vassoleri ministrou o curso de Ritmos de Academia, e os professores André Peres e Everton Deiques estiveram a frente do curso Escolas Esportivas: inclusão, iniciação, práticas, administração e gestão. Deiques, que também é delegado regional da FIEP-RS, comemora a adesão e a parceria de Canoas com o projeto. "Nosso objetivo é atingir o maior número de profissionais possível. Somente nesta edição do Intercâmbio, tivemos 175 inscrições. São pessoas que vão receber uma formação de qualidade e sem nenhum custo", explica.
A secretária adjunta do Esporte e Lazer de Canoas, Barbara Marconato, acompanhou de perto as atividades no COM. "Alguns profissionais e estudantes da área encontram certa dificuldade de acesso a essas vivências e práticas. Com esta parceria, conseguimos contemplar algumas atividades que nos chegam por demanda dos próprios educadores", destaca Barbara.
Quebrando padrões
Cerca de 30 mulheres participavam da prática de Dança Escolar, mas o destaque da turma não estava para nenhuma coreografia e sim para a participação de um único homem. Anderson Pio, de 29 anos, é acadêmico do curso de Educação Física, mas não se sentiu intimidado por ser o único representante masculino do grupo. Segundo ele, é preciso enxergar a prática pedagógica de outro patamar.
"Nós sabemos que existe essa separação ainda e, muitas vezes, preconceito. Mas quando realizei meus estágios em escolas, percebi que em dias de chuva, em lugares sem ginásio esportivo, não havia muito a ser feito com os alunos. É preciso criar alternativas, uma aula de dança no auditório fechado, por exemplo. Não tive isso quando estudante, quero oportunizar aos meus futuros alunos este conhecimento, quebrando de vez este tabu", reforça Anderson.
Serviço de Atendimento ao Cidadão: 0800-5101234