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Nesta sexta-feira, 14, ocorreu em Canoas Audiência Pública do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). A atividade contou com a participação do prefeito Jairo Jorge, da vice Beth Colombo, da secretária municipal de Desenvolvimento Social, Maria Eunice Dias Wolf, do secretário de Desenvolvimento Econômico, Itamar Thadeu, e da gerente do Pacto Gaúcho Pela Educação, Maria Inês Utzig Zulke, representando o Governo do Estado. Também compareceram o diretor do Instituto Federal do Rio Grande do Sul, Édson Lima, o representante do Senai, Paulo Pires, a representante do Senac, Lianamar Rosa, e o representante da empresa Celulose Riograndense, Cláudio Moura.
O objetivo do encontro, de acordo com a secretária Maria Eunice, foi apresentar o Pronatec às entidades convidadas, conhecer as principais necessidades das entidades executoras e construir alternativas para mobilizar e consolidar o programa na cidade, garantindo a oportunidade de qualificação para os homens e mulheres moradores de Canoas.
Conforme o prefeito, em todo o ano de 2013, Canoas irá oferecer 1,7 mil vagas em cursos do Pronatec. Jairo Jorge falou sobre a importância do programa: "Investir na qualificação profissional é garantir o futuro da nação, do nosso país. Estamos passando por um novo momento no país. Temos que nos apropriar deste programa e garantir os investimentos para que com isso Canoas cresça cada vez mais", destacou.
Maria Inês apresentou o balanço e as perspectivas 2013 dos nove programas que integram o Pacto, dentre eles, o Pronatec. Segundo ela, o Pacto foi lançado em 2011, pelo governador Tarso Genro, e reúne uma série de secretarias do Estado, instituições de ensino e sociedade civil. Tem como objetivo garantir educação de qualidade à população gaúcha e empregabilidade. O Pacto identificou as regiões e os setores que estariam investindo na Região e, desta forma, definiu os cursos que fariam parte dos programas gratuitos. Com o Pacto é possível monitorar as vagas ofertadas nos municípios, o preenchimento destas vagas e quantas pessoas concluíram os cursos. Uma média de 72% das vagas oferecidas nos nove programas estão preenchidas.
OPORTUNIDADES - "A população não tem noção das oportunidades que temos hoje, gratuitamente. Precisamos fazer com que isso chegue à população, fazer com que as pessoas se matriculem e que concluam os cursos. Cabe a nós fazermos esta articulação, para que as empresas assumam a contratação destas pessoas após a conclusão dos cursos, assim teremos de fato a inclusão produtiva", afirmou. Como exemplo, Maria Inês apresentou a empresa Celulose Riograndense, localizada em Guaíba, e cuja ampliação da planta irá gerar 3,6 mil empregos na construção civil e 2,4 mil na montagem eletromecânica.
Há mais de 40 anos no mercado, a empresa Celulose Riograndense procurou o governo do Estado, a fim de buscar as pessoas qualificadas para trabalhar na ampliação da planta. O representante Cláudio Moura falou sobre a empresa, destacando que a partir de 2015, a Celulose acrescentará um aumento de 1,1% no Produto Interno Bruto (PIB) do Rio Grande do Sul.
Evasão é o que preocupa as entidades executoras
Os representantes das entidades executoras, Senai e Senac, disseram que a principal dificuldade enfrentada com os cursos do Pronatec é a evasão. Cerca de 30% das pessoas que se matriculam nos cursos não concluem. "A evasão é muito alta. É necessário fazer um trabalho de conscientização com estas pessoas. Podemos oferecer apoio para solucionar as situações, que às vezes são bastante simples", salientou Paulo Pires, do Senai. Outra reclamação é em relação à escolaridade mínima solicitada pelas empresas, que é muito alta. "As empresas poderiam aproveitar os recém-formados em pequenas tarefas, até que esta pessoa esteja preparada", disse Pires.
Neste primeiro semestre, o Senai ofereceu 340 vagas em cursos do Pronatec, nas áreas da construção civil, metal-mecânica e eletro-eletrônica. A previsão para o segundo semestre é mais 340 vagas. Foram pactuadas, ainda, vagas para a formação de quatro turmas de soldadores, para atender a Cidade da Solda.
Lianamar, do Senac, comentou que o Pronatec é um desafio para todos e que a motivação das pessoas para fazer os cursos é fundamental. "O problema não é oferta de vagas. O desafio é como colocar estas pessoas no curso certo, como convencê-las a concluir e a empregabilidade após a conclusão", salientou. O Senac oportuniza vagas nos cursos de gestão e comércio, informática, idiomas, moda e beleza, padaria e confeitaria, num total de 1,3 mil para o ano de 2013.
O diretor do IFRS, Édson Lima, fez um breve resgate histórico da criação dos institutos e falou sobre o campus Canoas, que fica no bairro Igara. No IFRS serão ofertadas em 2013 420 vagas para o Pronatec. Ao final, os participantes puderam esclarecer dúvidas com os convidados. Mais informações do Pronatec nos cinco Centros de Referência de Assistência Social (CRASs).
CRAS:
CRAS Sudoeste - Fátima
Rua Rui Barbosa, 850 - Fátima
Telefone: 3465 4805
CRAS Nordeste - Guajuviras
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Telefone: 3478 4316
CRAS Noroeste 1 - Harmonia
R. Dr. Sobral Pinto, 35 - Harmonia
Telefone: 3425 0083
CRAS Noroeste 2 - Mathias Velho
Av. Rio Grande do Sul, 5070 - Mathias Velho
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CRAS Sudeste - Niterói
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