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Paula Vinhas
Técnicos visitaram locais por onde o aeromóvel vai passar, como no Mathias Velho
Técnicos da empresa Aeromovel Brasil fizeram, na manhã desta terça-feira (23), a primeira visita de campo aos locais por onde passarão as linhas 2 e 3 do aeromóvel em Canoas. A inspeção técnica - que teve o objetivo de prever tudo o que será feito e o que será necessário para a implantar as duas linhas - foi acompanhada pelo secretário adjunto de Transportes e Mobilidade Euclides Coimbra.
"O trabalho está recém começando. É uma etapa necessária, para garantir que tudo seja previsto e planejado. Depois, quando da execução da obra, evita-se eventuais paralisações e desperdício de dinheiro público", diz o secretário.
De acordo com o gerente da obra, Julio Cesar Detoni, a vistoria técnica realizada nesta segunda-feira é o começo de todo o trabalho direcionado aos estudos e projetos das linhas 2 e 3 do aeromóvel. "Estamos começando o levantamento", disse.
Trajetórias
Detoni explica que ainda deverá conversar com engenheiros responsáveis pela obra, para ver as possíveis trajetórias do aeromóvel, colocar no papel, voltar aos locais, analisar, até achar a melhor trajetória. "É a primeira etapa. Depois temos que ver a parte aérea, a subterrânea, além de outras questões a serem vistas. É um trabalho de tomar conhecimento do que pode acontecer. Se você consegue prever tudo antes, evita problemas depois", informa.
A equipe técnica da Aeromóvel Brasil começou a vistoria pelo Bairro Mathias Velho, na Avenida Rio Grande do Sul, junto à estação da Trensurb e ao viaduto, onde deve começar a linha 2. O último local visitado foi a Praça do Avião, término da linha 3. A vistoria ocorreu durante toda a manhã.
Foi a primeira visita técnica após a assinatura do contrato com a Aeromóvel Brasil S/A, na sexta-feira (19). A empresa terá seis meses para concluir o trabalho.
O contrato assinado entre o prefeito Jairo Jorge e a Aeromovel Brasil S/A, no valor de R$ 8,97 milhões, inclui os seguintes itens:
- Especificação de Modelo do Sistema
- Projeto Geométrico Básico
- Levantamento Topográfico e Cadastral
- Estudos Geológicos e Laudo Geotécnico de Fundações
- Licenciamento Ambiental do Empreendimento
- Projeto Básico das Estruturas da Via Elevada
- Projeto Básico das Estações
- Projeto Operacional Básico do Sistema Aeromóvel
- Projeto Elétrico Básico
- Projeto Básico do Sistema de Controle Automático
- Modelagem Institucional e Financeira da Construção e Operação
- Orçamento da Implantação
- Cronograma Físico-Financeiro da Implantação
- Consultoria para Elaboração do Termo de Referência da Execução do Empreendimento
Parceria público privada
Em relação aos trechos 2 e 3, depois que os estudos técnicos forem concluídos, a Prefeitura pretende abrir um processo de parceria público privada para que o agente que vai operar a primeira linha do aeromóvel construa o trecho 2 e o trecho 3.
O trecho 2, de 4,8 quilômetros, ligará a Estação Mathias Velho ao final da Rua Rio Grande do Sul, no mesmo bairro. Serão sete estações. O trecho 3, com cinco estações, terá três quilômetros, do entroncamento das avenidas Farroupilha e Boqueirão, no Bairro Igara, até a Praça do Avião, no Centro.
Nos três trechos, serão 21 estações, que terão cerca de 110 mil usuários por dia.
Linha 1
Na sexta-feira (19) também foi assinado decreto municipal que instituiu o comitê gestor da obra da Linha 1 - Guajuviras. A licitação está sendo elaborada e o edital deve ser publicado no primeiro semestre de 2015. Em 1º de outubro deste ano, o Ministério das Cidades garantiu à Prefeitura R$ 272 milhões para as obras desse primeiro trecho. A contrapartida do Município é de R$ 15 milhões, totalizando R$ 287 milhões.
Histórico
O veículo de transporte coletivo foi idealizado nos anos 60 pelo engenheiro Oskar Coester, mas só ganhou forma no começo dos anos 80, com financiamento privado. O protótipo ficou estacionado por quase 30 anos e, em 2013, foi inaugurado em Porto Alegre, junto ao aeroporto.
O aeromóvel é um meio de transporte de tecnologia nacional, 100% automatizado (sem condutores a bordo). O movimento é produzido a partir do impulso gerado pela compressão do ar. Do solo, ventiladores industriais de alta eficiência energética e baixa potência enviam o ar para dentro da via elevada. Tem baixo custo de implantação e de operação e gera impacto urbano bem menor do que os sistemas convencionais.
Serviço de Atendimento ao Cidadão: 0800-5101234