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Foi com a Casa das Artes Villa Mimosa lotada que a quinta edição do Canoas Jazz ganhou seu lançamento oficial na noite de terça-feira (17). E foi também com boa música, que ficou a cargo da excepcional voz da cantora Flora Almeida, acompanhada de um grupo impecavelmente qualificado.
O lançamento do festival contou com as presenças do prefeito Jairo Jorge, acompanhado da primeira-dama e secretária de Projetos Especiais, Captação e Inovação, Thais Pena; da vice-prefeita Beth Colombo; do secretário de Cultura Luciano Alabarse; e de Cleberli Arruda, coordenador do Sesc - Unidade Canoas, além de secretários de diversas pastas da administração.
O prefeito Jairo Jorge lembrou que Canoas, logo que iniciou a sua primeira administração, em 2009, ainda sofria com um estigma: de uma cidade de periferia e que não oferecia atrativos culturais. “Sempre tive muito orgulho de dizer que sou filho de Canoas. E algo muito difícil para a minha geração era ter que buscar cultura em Porto Alegre. Quando assumimos, colocamos que poderíamos transformar Canoas em uma referência cultural, um lugar onde as pessoas poderiam usufruir da cultura e dessa pluralidade”, disse o prefeito.
Jairo Jorge enfatizou que quando se leva a boa música, se produz também um público que passa a querer mais e mais do que é oferecido. “Esse é o nosso papel: levar a música, levar a arte, em todas as suas expressões, todas as manifestações, para os espaços públicos. Há muitos festivais de jazz no mundo, mas aqui ninguém paga nada, não há lugares fechados onde só acessam os mais privilegiados. Aqui, nós levamos o talento, a arte, para o metrô, para a estação e para o parque, para desconstruir a rotina das pessoas”, completa.
Ele lembrou também as edições anteriores e o árduo trabalho de captação de recursos para edição deste ano. “Eu queria dizer que 80% desse recurso foi trabalho da secretaria de Projetos Especiais, Captação e Inovação buscou, junto com o Luciano Alabarse, com empresas públicas e privadas, a partir das leis de incentivo. E se não fosse isso, talvez não pudéssemos oferecer o brilho, o talento dos profissionais que estarão no festival. Isso é também parte do trabalho. A cultura é estratégica para uma cidade. É a cultura que dá identidade às pessoas. A cultura nos conecta com a terra, com a raiz, com nossos antepassados, com o presente, mas também estabelece uma ponte com o futuro”, concluiu o prefeito.
O secretário Luciano Alabarse falou sobre a programação, que já está sendo amplamente divulgada e aproveitou para lembrar do lançamento da Audioteca da Casa das Artes, que já está funcionando. “É uma parceria com o Ministério da Cultura, com mais de mil discos de jazz para audição e gravação”, disse o secretário. Alabarse falou ainda da expansão musical que o jazz possibilita. “O jazz é assim, ele expande a música. Tem o jazz clássico, a música tribal da África, tem o tango. Tudo isso começa hoje com uma das maiores cantoras gaúchas, a Flora Almeida”. O secretário ressaltou também a parceria com o Sesc que possibilita muito do que se faz em cultura e que, em breve, entregará um teatro para a cidade. “Se existe alguma coisa que é capaz de transformar o mundo em beleza, é a cultura. Ela é transformadora”, finalizou Luciano Alabarse.
Cleberli Arruda falou que o Sesc assume o seu papel de promover a cultura pelo País. “Nos sentimos honrados em embarcar nesse projeto de sucesso que é o Canoas Jazz. Somos parceríssimos, sim, em tudo o que for nesse intuíto de levar cultura para o bairro, para a estação”, disse o coordenador do Sesc.
O show de Flora
A noite de lançamento foi finalizada com um pocket show da cantora Flora Almeida. No palco, o seu recente trabalho em disco, onde acrescenta o tempero jazzístico ao repertório do carioca Noel Rosa. Flora desfilou canções como “Feitiço da Vila”, “Último Desejo”, “Conversa de Botequim” e “As Pastorinhas” com um desafio vocal onde Sarah Vaughan e Ella Fitzgerald abraçaram a cadência do samba, onde a Lapa virou New Orleans e a Chicago dos anos 40, onde Art Blakey segura o pandeiro e John Coltrane troca ideias com Pixinguinha. Flora arrancou aplausos entusiasmados em cada canção e deixou, mais uma vez, a sua marca de identidade, talento e respeito ao fazer musical.
O festival
A quinta edição do Canoas Jazz acontece nos próximos dias 21 e 22, no Parque Getúlio Vargas, o Capão do Corvo, sempre a partir das 19h, e com entrada franca. Na primeira noite, a abertura acontece com um pocket show do cantor e compositor Pedro Longes, que está lançando seu primeiro disco, “Conexión”. Na sequencia, o show “Piazzolla plays Piazzolla”, com o grupo Escalandrum, que tem na formação o neto de Astor Piazzola, Daniel “Pipi” Piazzolla. Fechando a noite, os argentinos do La Chicana, grupo de Dolores Solá e que faz o lançamento mundial de “La Pampa Grande”, disco que tem partcipação de nomes da música gaúcha como Bebeto Alves, Antonio Villeroy e Arthur de Faria.
No domingo (22), a primeira atração é o grupo gaúcho Jazz 6, que tem o escritor Luis Fernando Verissimo no saxofone e, encerrando a programação, os sul-africanos do Ladysmith Black Mambazo, o mais importante grupo vocal masculino da África.
Já nesta quarta-feira, num aquecimento para o festival, três estações daTrensurb receberão shows a partir das 17h. A primeira apresentação será do flautista Israel Boff, com repertório voltado para o choro, o "jazz brasileiro", e que estará, a partir das 17h, na Estação Niterói. Na quinta (19), mesmo horário, será a vez de conferir o trabalho do cantor, compositor e violonista Pedro Longes, na Estação Mathias Velho. Na sexta (20), quem se apresenta na Estação Canoas/Lasalle é o Trio de Viana. Formado por Cleber Viana (guitarra), Elton Luiz Schneider (baixo) e Mateus Kremer (bateria), o grupo explora , em sua performance, o jazz fusion.
Confira a programação completa e mais informações no www.canoas.rs.gov.br/canoasjazz2015.
Ouça o boletim (aqui).
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