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A Prefeitura de Canoas acompanha desde o início da nova gestão, em 2 de janeiro de 2017, a situação do Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG), que enfrenta grave crise. O HNSG possui um passivo de mais de R$ 100 milhões em dívidas.
A atual administração municipal identificou diferença entre a cobrança realizada pelo hospital e os serviços efetivamente prestados à população. Diante da situação, o prefeito Luiz Carlos Busato determinou auditoria na instituição e decidiu que a Prefeitura de Canoas fará repasses que correspondam exatamente à totalidade dos serviços prestados.
"Nós só vamos pagar pelos serviços realizados. Identificamos uma diferença astronômica entre a cobrança realizada pelo hospital e os serviços efetivamente prestados à população. Nos meses de outubro, novembro, dezembro e janeiro, por exemplo, a maioria dos atendimentos que deveriam ter ocorrido não chegaram a 50% do pactuado. Em neurologia, houve uma cobrança por 200 consultas mensais, quando apenas quatro ocorreram de fato", destaca o prefeito Busato.
Auditoria aponta problemas de gestão
A prefeitura contratou a empresa Rodrigues & Rodrigues para realizar uma auditoria no Hospital Nossa Senhora das Graças. O procedimento apontou graves problemas gerenciais. "Este trabalho foi realizado durante dez dias e mostrou um descontrole com gerentes que sequer sabem quantos funcionários tem na equipe. Acreditamos que a auditoria precisa continuar", afirmou Busato.
Principais apontamentos da auditoria no Graças:
Em quase a totalidade das áreas analisadas, foi identificada fragilidade ou inexistência da documentação e normatização dos processos e procedimentos operacionais;
Praticamente inexistem indicadores da gestão. Eventuais informações são extraídas de controles paralelos com flagrante fragilidade de veracidade e precisão das informações disponibilizadas;
Procedimentos e normas desatualizados;
Documentação somente em arquivo físico (impresso);
Identificação de áreas com número de colaboradores maior que a real necessidade;
Falta de disponibilidade de informações para controle da gestão (indisponibilidade das políticas contratuais);
Indefinição de supervisão de setores;
Alguns gestores desconhecem o número de colaboradores hoje sob sua gestão;
Identificação de atraso no faturamento e nos registros contábeis;
Último balancete foi fechado em agosto de 2016;
Defasagem dos equipamentos de informática do hospital;
Ataque de um vírus, ocorrido em dezembro de 2016, deixou o hospital dez dias sem sistema e levou à perda de informações e documentações operacionais;
Desmotivação dos funcionários, que apresentam baixa autoestima (desprestigiados) e estão descontentes (com salários abaixo do mercado);
Falta de treinamento e capacitação dos colaboradores.
SUPERINTENDENTE DO GRAÇAS PEDE DEMISSÃO
O prefeito Luiz Carlos Busato comunicou à direção da ABC nesta terça-feira, 15, que o então superintendente do Hospital Nossa Senhora das Graças, Rinaldo Simões, pediu demissão. A decisão pelo afastamento é em caráter irrevogável e se deve à incompatibilidade com a ABC.
Simões, que foi indicado pela Prefeitura de Canoas com o objetivo de contribuir para resolver a grave crise enfrentada pelo hospital, retornará agora à secretaria da Saúde, como secretário adjunto. Caberá à ABC escolher um substituto para o cargo.
"A prefeitura se omitiu de indicar um novo superintendente e passará a ter uma relação independente do hospital, porque entende que Rinaldo Simões enfrentou dificuldades para implantar um novo modelo de gestão. Houve resistência por parte da ABC", explica o prefeito Luiz Carlos Busato.
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