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A 27ª Feira do Livro de Canoas sediou, na manhã chuvosa de hoje, importante discussão sobre as políticas de incentivo ao livro e à leitura no estado. O Seminário Diretrizes para o Plano Estadual de Livro e Leitura aconteceu no espaço Cine Literário e contou com a participação de convidados de grande trajetória na área: Jéferson Assumção, ex-secretário de Cultura de Canoas e atual secretário adjunto de Cultura do Estado do Rio Grande do Sul, João Carneiro, presidente da Câmara Rio-Grandense do Livro, Ricardo Silvestrin, diretor do Instituto Estadual do Livro, Fernando Braga, coordenador de Mediação e Leitura do Ministério da Cultura, Marô Barbieri, da Associação Gaúcha de Escritores, Nelson Oliveira da Silva, do Conselho Regional de Bibliotecas, Tânia Rösing, coordenadora da Jornada Literária de Passo Fundo, além do próprio titular da Secretaria de Cultura do município, Flávio Adonis.
Resgatando um pouco da caminhada dos Planos de Livro e Leitura, tanto municipal quanto estadual, o secretário adjunto da SEDAC falou da importância do momento de reflexão na construção das diretrizes. Segundo ele, o PELL visa estabelecer eixos e metas para desenvolver a cultura no estado, mas articulando-se com planos setoriais. Assumção também listou os pontos favoráveis do RS nesta direção, como a existência de uma indústria editorial importante, a literatura reconhecida, a militância na área, seja por parte de escritores, bibliotecários ou agendes de leitura, e a realização de eventos com mais de 30 anos, como é o caso da Jornada Literária de Passo Fundo e da Feira do Livro de Porto Alegre - esta com mais de 50 edições. "Desde 2003, o MEC tem saído das ações pontuais e partido para programas, políticas e, enfim, para os planos; é necessário que tenhamos perspectivas para além do que já acontece, pensando em planos sistêmicos", sugeriu.
Para o diretor do IEL, Ricardo Silvestrin, é importante que as políticas públicas da cultura tenham alcance cada vez mais amplo e que os próprios escritores coloquem sua voz para reforçar o estímulo a leitura. Conforme o presidente da Cãmara Rio-Grandense do Livro, é preciso transformar as ações em políticas de estado. "O Plano Nacional do Livro e da Leitura nasce nesse sentido, de constituir-se em algo que permaneça independente do governo", afirmou Carneiro. Para ele, no RS existem ações de incentivo, mas ainda falta o que articule essas. "Da mesma forma, não queremos o engessamento das ações, mas a sustentação para que elas sigam crescendo, dinâmicas, para que possamos ampliá-las", pontuou ele.
Fora a discussão para formulação do PELL realizada dentro da programação da 27ª Feira do Livro de Canoas, seguem no estado inúmeros diálogos e movimentações para a criação do plano a nível estadual. Canoas aprovou, em dezembro de 2010, o Plano Municipal de Livro, Leitura e Literatura (PMLLL), firmando o instrumento como pacto pelo livro no município, transformando-a em uma cidade de leitores. Entre os eixos de ação do PMLLL, estão a democratização do acesso, o fomento à leitura e à formação de mediadores, a valorização da leitura e comunicação e o desenvolvimento da economia do livro.
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