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A Prefeitura Municipal de Canoas informa que entende que todas as denúncias envolvendo o Ministério do Transporte e o DNIT devem ser rigorosamente apuradas, porém de forma rápida a não colocar em risco a importante obra para o Estado do Rio Grande do Sul que é a construção da BR-448, a rodovia do Parque.
Nesse sentido, a Prefeitura reitera que não irá retirar as famílias que serão provisoriamente realocadas na Vila de Passagem enquanto o DNIT não autorizar a publicação dos editais para a construção das casas definitivas. De acordo com o prefeito Jairo Jorge, se as famílias não forem reassentadas a estrada não vai avançar. "Essas 599 famílias não estão em uma área próxima, elas estão na área onde a estrada vai passar. Portanto, se as famílias não forem reassentadas, não tem estrada", observa Jairo.
Participou da licitação para as moradias apenas uma empresa, desabilitada por não cumprir itens exigidos no edital. A republicação desta licitação já foi solicitada pela Prefeitura ao DNIT. Diante disto, por mais qualidade que tenha a a moradia na Vila, tendo em vista as condições insalubres de habitação destas famílias que vivem nos Diques, o município afirma que não quer correr o risco de deixar os moradores muito tempo nas unidades - uma vez que entende que é necessário promover e garantir aos mesmos qualidade de vida.
BR-448
A Rodovia do Parque tem extensão total projetada de 22,34 km e investimento de R$824 milhões. A BR-448 apresenta-se como alternativa aos congestionamentos diários da BR-116, principalmente no trecho de Canoas. Aproximadamente 52% do cronograma da construção da rodovia já foi cumprido, sendo que a previsão de conclusão dos lotes 1 e 2 é dezembro de 2012 e do lote 3, junho de 2013. Para o avanço da estrada, a Vila de Passagem tornou-se fundamental já que a licitação para as casas definitivas não havia sido liberada e diante do prazo necessário para execução das obras das unidades habitacionais. As moradias provisórias foram executadas diretamente pelo Consórcio da BR-448 em tratativas com o DNIT e se encontram em fase final - a construção do galpão de reciclagem e das baias para os cavalos é o último passo para concluir a totalidade da obra.
Perfil dos moradores
Dentro do programa social do reassentamento dos moradores que vivem nos Diques, o mapeamento dos integrantes das famílias mostra que são pessoas pobres, com renda per capita de 160 reais. A ocupação da Vila Dique vem de trinta anos atrás e hoje é possível encontrar os filhos das famílias que escolheram o local para morar. Entre a origem das famílias, 25% veio do interior do estado, fruto da migração do campo para as grandes cidades, e 75% é a população urbana cuja exclusão motivou a ocupação da área de risco. Os moradores também são na maioria adultos, sendo 58% maior de 10 anos, 33% entre 02 e 05 anos e 9% entre 01 e 02 anos.
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