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Na reunião de secretariado, na manhã desta segunda-feira, 14, o prefeito Jairo Jorge assinou termo de compromisso de cooperação com a empresa Melnick Even Santa Fé Canoas Empreendimentos Imobiliários Ltda, representada por Leandro Melnick. Por meio dessa parceria, serão desenvolvidas ações conjuntas para desapropriação e restauro da Villa Nenê, prédio histórico localizado na esquina das ruas Felipe de Noronha e Santos Ferreira, bairro Marechal Rondon.
A empresa vai custear a desapropriação e a elaboração do projeto arquitetônico, no valor aproximado de R$ 800 mil. A contrapartida do Município é de R$ 60 mil. O projeto terá acompanhamento da Unidade de Patrimônio Histórico, Arquivo e Museu. A Secretaria Municipal da Cultura ainda não definiu a forma de utilização do prédio, após o restauro.
Em setembro de 2009, a Vila Nenê foi o terceiro entre os sete prédios tombados oficialmente como patrimônio histórico da cidade.
Memória
Conforme escritura de 5 de junho de 1925, Antônio Cândido da Silveira comprou um terreno na povoação de Canoas, então 4.º Distrito de Gravataí, onde três anos depois construiu a "Villa Nenê". O local recebeu esse nome em homenagem a segunda esposa do proprietário, Gomercinda Ignácio Silveira, conhecida por Nenê.
Antônio foi um personagem importante na história do desenvolvimento de Canoas. Nasceu em 29 de outubro de 1887 e em 1907 transferiu-se para Canoas. Associou-se a seu pai e a Wilson Wittrock e Cia., fábrica pioneira na exportação de móveis para outros estados e países. Foi suplente do juiz distrital do 4.º Distrito de Gravataí, interventor no Estado, juiz distrital e fez parte da Comissão Pró-melhoramentos. Foi, ainda, um dos fundadores da Associação Comercial e Industrial de Canoas. Antônio Cândido faleceu em 1962.
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