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Divulgação
Ações preventivas como a limpeza das bocas de lobo e de caixas de acesso de esgoto pluvial são executadas
Por toda a cidade de Canoas, onde choveu, entre quinta-feira (16) e domingo (19), 92% do volume esperado para todo o mês de outubro, os alagamentos foram contornados por meio de ações preventivas e atendimentos emergenciais, adotados pela Prefeitura. O secretário especial Rodolfo Pacheco, da Coordenadoria da Defesa Civil, explica que o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) previa, para o mês de outubro, o acumulado de 141mm e somente nesses quatro dias choveu 130mm.
Segundo Pacheco, a Defesa Civil manteve intenso monitoramento das áreas mais vulneráveis a inundações e recebeu apenas a demanda de uma família do Bairro Rio Branco, que teve a casa destelhada. “O fato de termos sido tão pouco demandados mostra o resultado das obras realizadas no município”, aponta.
O secretário municipal de Obras, Alcy Paulo de Oliveira. o Cica, avalia que o sistema de drenagem pluvial do município, composto pelas redes paralelas às residências, galerias, valas, canais de macrodrenagem, diques e casas de bombas, funcionou de forma adequada nas últimas chuvas. De acordo com Cica, houve acúmulo de água somente no Bairro Rio Branco, em virtude da obra da galeria de esgoto pluvial, onde falta a ligação nas ruas Ana Nery, Pistóia e Edgar Fritz Müller. “Em virtude da obra, teve pequena concentração de água nessas ruas, além da Cairú e Nelson Paim Terra”, diz. Cica acrescenta que, novamente, foram retirados das galerias objetos como sofás, pedaços de madeira de diversos tamanhos e pneus.
Em relação a chuvaradas anteriores, a grande diferença agora é notada nas ruas abaixo da Avenida Irineu de Carvalho Braga, de onde sempre chegavam reclamações à Prefeitura. No local, havia casos frequentes de alagamento nas ruas Edvino Wagner, Lima da Costa, Veranópolis e Lima e Silva, entre outras. Em todas as ruas daquele entorno, equipes da Secretaria de Obras e da Subprefeitura Sudoeste realizaram a limpeza de bocas de lobo, com hidrojateamento.
Noroeste
Na região Noroeste, as regulares limpezas de boca de lobo e de caixas de acesso de esgoto pluvial e construção de novas bocas de lobo sanaram o problema de acúmulo de água nas Ruas Rio de Janeiro, São Paulo e Pelotas, históricos pontos de alagamentos. A Subprefeitura Noroeste, assim como as subprefeituras dos outros quadrantes, mantém ações preventivas. Somente no mês de setembro, por exemplo, a equipe realizou a limpeza de toda extensão de dez ruas. Foram feitas limpezas em 373 caixas de acesso à rede de esgoto pluvial e em 329 bocas de lobo. Foram construídos e recuperados 17 bueiros e 20 caixas de acesso, além da reposição de 44 tampas de bueiros. Nesta ação, foram recolhidos 14 caminhões de entulhos e/ou galhos e recolocados 62 metros quadrados de calçamento.
Sudoeste
No Quadrante Sudoeste, as ocorrências de alagamentos foram isoladas. Na Rua Engenheiro Chang, no Bairro Rio Branco, o alagamento foi causado por um cano quebrado na tubulação de esgoto. O mesmo foi corrigido nesta segunda-feira (20). Um cano quebrado também causou alagamento na Rua Boa Vista, no Bairro Rio Branco. O problema será corrigido ainda nesta semana.
Sudeste
Na região Sudeste, segundo o subprefeito Juliano Furquim, quatro pontos merecem atenção. Porém, a condição nesses dias de chuva não pôde ser considerada de alagamento, pois a falta de escoamento não constituiu maior gravidade ou transtornos (exemplo: entrada nas residências ou interrupção do fluxo de veículos). Nestes pontos, são realizadas limpezas e manutenções preventivas, visando a minimizar os transtornos à comunidade. Existem locais onde é necessária a frequente limpeza devido à quantidade de árvores existentes e as folhas que caem, causando obstrução à vazão das águas da chuva, a exemplo das Ruas Itália e Augusto Severo.
Nordeste
A Subprefeitura Nordeste informou que, dos cinco pontos críticos que apresentaram problemas de alagamento em virtude das chuvas de abril, três (Avenidas 17 de Abril e Xingu e Rua Ernesto da Silva Rocha) não tiveram incidência de acúmulo de água. Na Avenida Boqueirão, em virtude da boca de lobo suja, houve alguma concentração de água. No fim da Rua 2, com a Estrada do Nazário teve alagamento, em virtude do acúmulo de lixo irregular largado no valo. Com a limpeza da boca de lobo e hidrojateamento, o problema foi resolvido. Nos demais locais de monitoramento, não houve alagamentos.
Ações preventivas
Entre as ações de prevenção do sistema de drenagem pluvial do município, a Secretaria Municipal de Obras (SMO) realiza, periodicamente, a desobstrução de redes com hidrojateamento, limpeza em caixas de acesso de esgoto pluvial e bocas de lobo, construção de novas bocas de lobo em pontos de constantes alagamentos, execução de novas redes, bem como extensão de redes antigas e substituição de canos quebrados em vários pontos da cidade, que apresentaram problemas de escoamento.
Outras intervenções
A Secretaria Municipal de Obras realizou várias ações preventivas às cheias, de forma periódica, nos últimos meses. No lado Leste da cidade, intervenções na vala de macrodrenagem, localizada no Loteamento Ozanan, triplicaram sua capacidade de vazão e reserva da água das chuvas. Esta vala é responsável pela drenagem pluvial das vilas Nancy Pansera, São Miguel, São José, Macroquarteirões, São João e Setor 6 do Guajuviras.
Foi executada rede de médio porte na Rua Gildo de Freitas, amenizando problema de alagamento que persistia há anos no Loteamento Rouxinol e imediações. Também foram realizadas manutenção e limpeza na rede do Beco do Andreazza, diminuindo os frequentes alagamentos daquele local.
No lado Oeste, foi executada limpeza e hidrojateamento de redes, desobstrução de caixas de acesso de esgoto pluvial e bocas de lobo, extensão de redes e substituição de canos nas ruas São Leopoldo, Caçapava, Carazinho, Passo Fundo, Novo Hamburgo, Canguçu, Camaquã, Pelotas, Odoni Ramos e outras do bairro Mathias Velho.
Segundo o secretário Cica, uma das ações mais importantes a ser registrada nesta região é a instalação de dois conjuntos de geradores de energia nas casas de bombas 6 e 7, visando a prevenir as constantes faltas de energia fornecida pela AES Sul, causa principal dos últimos alagamentos daquela região.
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