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Tony Capellão
Prefeito Jairo Jorge mostra a Ordem de Serviço assinada com o diretor da Aeromovel Brasil, Marcus Coester.
Foi assinada, na manhã desta terça-feira (2), a Ordem de Início para a implantação do aeromóvel em Canoas, que compreende os projetos executivos e a fiscalização das obras civis da primeira linha no Município, entre a estação Mathias Velho da Trensurb e o Bairro Guajuviras. A assinatura foi feita pelo prefeito Jairo Jorge e pelo secretário municipal da Fazenda, Marcos Bosio, com o diretor da Aeromovel Brasil S/A, Marcus Coester. O trabalho vai permitir que a Prefeitura, até o final do ano, abra licitação para as obras da Linha 1 - Guajuviras.
"Este ato é mais um passo para tornar o sonho uma realidade. Ter em Canoas a experiência do aeromóvel, como uma solução robusta, sustentável e de qualidade para o transporte de massa, colocará a cidade em uma vitrine para o mundo. Com a proximidade ao aeroporto, será possível que qualquer pessoa conheça a experiência. Um investimento que estamos fazendo na cidade para as pessoas. Existem os críticos e sabemos o por que. Existem interesses em jogo, uma tecnologia, genuinamente gaúcha, é uma ameaça ao mercado, mas o caminho é superar e vencer", declarou o prefeito Jairo Jorge.
O diretor da Aeromovel Brasil S/A comentou sobre o que deve representar para Canoas esse meio de transporte idealizado por seu pai, Oskar Coester, ainda nos anos 60: "É a realização de um sonho. São mais de 30 anos dedicados a esse projeto. Demos um passo extremamente importante com o empreendimento da Trensurb no aeroporto Salgado Filho. Foi a primeira linha comercial do aeromóvel, e hoje completa dois anos de operação com mais de 1,5 milhão de passageiros transportados. Agora, Canoas significa um passo adiante, uma aplicação de trânsito efetiva, de integração no Município. Dentro da visão do prefeito Jairo Jorge, traz essa estratégia de mobilidade da cidade, onde o aeromóvel e o Trensurb são peças fundamentais para redesenhar a mobilidade da cidade em função do conforto e da qualidade de vida do cidadão", disse. Ele acrescentou que a primeira tarefa será concluída em cerca de três meses. "A gente estima que em torno de 90 dias deve estar pronto o projeto executivo, que será parte integrante do edital para a contratação das obras civis", completou Coester. (Ouça aqui)
Sede da empresa vai se mudar para Canoas
Uma grande novidade anunciada nesta terça-feira (22) por Coester é que a sede da Aeromovel Brasil S/A vai se mudar de São Leopoldo para Canoas. "A gente vai se mudar para onde o sistema vai funcionar, para poder acompanhar tudo bem de perto", comentou Marcus Coester.
O contrato assinado com a Aeromovel Brasil tem valor de R$ 149,26 milhões. O trabalho de 24 meses compreende projetos executivos da tecnologia; projetos executivos das obras civis; fornecimento de equipamentos e subsistemas; instalação dos equipamentos e subsistemas; colocação do sistema Aeromovel em operação; e gerenciamento do projeto e fiscalização da execução das obras civis.
Linha 1
Com a conclusão do projeto executivo das obras civis, será possível lançar o edital de licitação das obras da linha 1 (Guajuviras) do aeromóvel. Esse trecho ligará a Estação Mathias Velho da Trensurb à Avenida 17 de Abril, no Bairro Guajuviras. Essa primeira etapa terá 5,9 quilômetros e nove estações.
Os recursos estão garantidos pelo Ministério das Cidades. Serão R$ 272 milhões para as obras e os projetos desse primeiro trecho. A contrapartida do Município é de R$ 15 milhões, totalizando R$ 287 milhões.
História e tecnologia
O veículo de transporte coletivo foi idealizado nos anos 60 pelo engenheiro Oskar Coester, mas só ganhou forma no começo dos anos 80, com financiamento privado. O protótipo ficou estacionado por quase 30 anos. Em 2013, foi inaugurado o aeromóvel junto ao Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre.
O aeromóvel é um meio de transporte de tecnologia nacional, 100% automatizado (sem condutores a bordo). O movimento é produzido a partir do impulso gerado pela compressão do ar. Do solo, ventiladores industriais de alta eficiência energética e baixa potência enviam o ar para dentro da via elevada.
Tem baixo custo de implantação e de operação e gera impacto urbano bem menor do que os sistemas convencionais.
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