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A folha de pagamento da Prefeitura de Canoas será quitada integralmente nesta sexta-feira, 6, quinto dia útil do mês, seguindo o calendário vigente. O anúncio foi feito nesta quinta-feira, 5, pelo prefeito Luiz Carlos Busato.
No início da semana, primeiro dia útil da nova Administração Municipal, os recursos públicos disponíveis encontrados não eram suficientes para cobrir os gastos com os salários. "Ficamos preocupados. Dos R$ 34 milhões em caixa, apenas R$ 7,1 milhões estavam liberados, então tratamos de buscar novas receitas", afirma Busato.
O secretário municipal da Fazenda, Jorge Bento, explicou que R$ 27,9 milhões estavam bloqueados, por serem recursos vinculados e destinados a projetos específicos. "São as chamadas Despesas de Capital, separadas das despesas de custeio, que não podem ser usadas como dinheiro de Caixa Único", afirma.
No entanto, com a prorrogação do desconto do IPTU em cota única para 31 de janeiro, a chegada da fração da multa do programa de repatriação de ativos e parte da quota do ICMS, foi possível reunir, até ontem, dia 4, R$ 35,6 milhões, dos quais R$ 32,2 milhões atenderão o funcionalismo canoense e R$ 3 milhões serão destinados para os salários do Hospital Nossa Senhora das Graças.
Renegociações
O titular da Fazenda ressaltou que está sendo realizado, de forma inédita, um Fluxo de Caixa diário, o que oferece grande transparência sobre a realidade financeira do município. "Vamos continuar assim até que se consiga desafogar o Tesouro", disse Jorge Bento.
Na atualidade, a prefeitura tem um montante de dívidas de curto prazo de R$ 205 milhões. Desse valor, há insuficiência financeira para pagar R$ 170 milhões. "Queremos honrar os compromissos. Por isso, já estamos chamando as empresas credoras para negociar uma forma melhor de pagamento, com prazos mais dilatados e até conseguir descontos", destaca ainda Busato.
O chefe do Executivo municipal enumerou também outras ações que visam a aliviar a receita, como a aglutinação de secretarias, que proporciona a desocupação de prédios alugados e enxuga custos. "Prevemos que essas medidas comecem a ter reflexo a partir de março", relata.
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