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Mestre pela Universidade do Porto, o educador português José Pacheco, autor da obra "Para os filhos dos filhos dos nossos filhos", reuniu-se no início da noite desta terça-feira (21) com um grupo formado por profissionais da educação e estudantes, na Ulbra/Canoas - sede do Fórum Mundial de Educação Temático - Pedagogia, Região Metropolitana e Periferias. Pacheco apresentou o tema: "Experiências Inovadoras em Educação". Também abordou a temática do seu livro que, lançado no Brasil em 2011, propõe uma nova pedagogia e questiona determinados padrões da escola atual. O FME se encerra nesta quinta-feira (23).
O público que prestigiou o encontro questionou o educador sobre a importância da inovação na educação, na mudança do método de ensino e as melhorias para as escolas defendidas por ele. Reconhecido internacionalmente, José Pacheco fugiu do modelo tradicional e criou uma metodologia diferente de educação, em funcionamento na Escola (pública) Ponte, na cidade do Porto.
Neste novo modelo, Pacheco destaca que o professor é o mediador do conhecimento e, portanto, novas formas de educar devem ser avaliadas e recebidas pela sociedade. "O sistema atual, adotado pela maioria das instituições de ensino, merece mudanças, pois muitas crianças não aprendem suficientemente. No Brasil, é possível mudar esse cenário. Antes, no entanto, devemos questionar valores e aceitar novas ideias", salienta.
Mudanças bem-vindas
Posicionada em uma das várias cadeiras do auditório do prédio 1 do Campus da Ulbra, onde ocorreu o encontro, a professora do Curso Técnico de Vestuário do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Brasília, Moema Carvalho Lima, salientou que muitos professores querem mudanças no método de ensino, mas encontram dificuldades no ambiente de trabalho por pensar desta forma. "A construção de novas regras, compartilhadas com pais, alunos e educadores é muito importante", defendeu.
Experiência em Canoas
Em Canoas, a Escola Municipal de Ensino Fundamental Erna Würt, no Bairro Guajuviras, está em fase de adequação da proposta do educador português. A diretora Tamarisa Lopes da Silva, mesmo com trinta anos de Magistério, não foi resistente à nova metodologia. "Eu consegui começar de novo, aceitando que outro mundo é possível", afirma. Ela conta que, agora, a avaliação passa longe de provas e notas, sendo construída com projetos apresentados pelos alunos, pelo nível de envolvimento e o conhecimento adquirido por eles.
Sobre a Escola Ponte
A Escola Ponte surgiu em Portugal na década de 1970, a partir do desejo de fazer uma escola que respeitasse as diferenças individuais dos alunos. Em 1976, as respostas a algumas interrogações deram origem a profundas mudanças na sua organização, na relação entre ela, instituição, e os encarregados de educação dos alunos, bem como nas relações estabelecidas com os diferentes parceiros locais.
Localizada a 30 quilômetros da cidade do Porto, a instituição não segue um sistema baseado em seriação ou ciclos, provas e notas, e seus professores não são responsáveis por uma disciplina ou por uma turma específicas. Não há salas de aula, e, sim, espaços de aprendizagem, em que o aluno procura pessoas, ferramentas e soluções.
O ensino é baseado de acordo com a motivação dos alunos. Eles são quem definem quais são as suas áreas de interesse e desenvolvem projetos de pesquisa, tanto em grupo como individuais. Os pais têm envolvimento nas decisões da escola. Em Cotia, São Paulo, desde 2012, o Projeto Âncora segue o método pedagógico do educador José Pacheco.
Legenda/foto
Pacheco abordou a reforma do ensino
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