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Um dos pontos positivos do Fórum Mundial da Educação é a troca de experiências culturais, pedagógicas e políticas. Esse intercâmbio de práticas no ensino ocorre desde terça-feira (23), quando o evento foi aberto no Campus da Ulbra/Canoas. Ele ocorre não penas nos paineis, debates e seminários, mas, também, nos corredores da instituição de ensino. Os encontros em ambientes fechados, na tarde da quarta-feira (22), reuniram seis grupos, com seis diferentes eixos temáticos.
Com o foco nas problemáticas e alternativas para a prática educativa, os participantes debateram ambientalismo, sustentabilidade, direitos humanos, inclusão e territórios. "É um encontro bem organizado, com gente de várias regiões. Permite a melhor divulgação da nossa cultura e o maior aprendizado", avalia a Cacica Acuab, moradora da Zona Sul de Porto Alegre. Acompanhada de duas outras indígenas da aldeia Charrua Polidoro, a líder participou da mesa Educação, Diversidade e Inclusão.
Multiculturalidade
A busca por modelos e referências, para a aplicação em contextos específicos, atrai para o FME participantes vindos de longe. É o caso da francesa Lucena da Silva Mireille, educadora popular, que desenvolve um trabalho de inclusão social e geração de renda, a partir de materiais recicláveis, com menores e adolescentes de rua, em uma associação civil em Les Clayes-sous-Bois, cidade localizada a 30 quilômetros de Paris.
"Trabalhamos com uma perspectiva multicultural, que abrange pessoas de várias procedências culturais. Nossa metodologia trabalha a ampliação dos horizontes de cada um, respeitando os universos individuais. Estou aqui para conhecer e levar para nossa cidade trabalhos que se relacionem ao que fazemos, além de estabelecer contatos afins", explica.
Participação
Paralelo ao enfoque temático, o Fórum Mundial de Educação também favorece a participação de representantes de organismos mais amplos, que promovem articulações entre governos, redes de conhecimento, universidades, e outros. É o caso do vice-prefeito, encarregado pela área da Educação de Pikine, cidade localizada na Região Metropolitana de Dakar (Senegal), Moussa NdiaYe.
De acordo com o vice-prefeito, o governo de Senegal está fazendo um grande esforço na busca pela democratização da educação. "O direito à educação deve ser o primeiro dos direitos humanos. Queremos compartilhar ideias e descobrir as melhores experiências para fornecer educação de qualidade às pessoas vulneráveis e mais pobres", afirma.
Painel
Nesta quinta-feira (23), Moussa será um dos participantes do painel Gestão Democratizada - A Educação como Direito humano -http://www.canoas.rs.gov.br/site/noticia/visualizar/id/117316.
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