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Muita criatividade e colorido marcaram o 1º Festival de Pipas das Escolas Municipais de Canoas, que envolveu cem estudantes. A disputa ocorreu nesta sexta-feira, desde as 14 horas, no Parque Esportivo Eduardo Gomes, e encantou alunos, professores e familiares. A avaliação foi feita considerando a criatividade e características estéticas. O resultado, com o nome dos vencedores, será divulgado na segunda-feira.
O encontro promoveu a tradição popular por meio de uma brincadeira artesanal e a integração da família, envolvendo pais e filhos numa atividade recreativa de lazer e de conscientização quanto ao não uso do cerol, conforme o idealizador do Projeto Canoas Inovando na Educação da Secretaria Municipal de Educação (SME), professor Emerson Rodrigues.
Criatividade
"A intenção é incentivar a criatividade da criança, o espírito artístico, e tornar a escola um espaço mais prazeroso, em que, além da aprendizagem, os estudantes se sintam felizes de fazer parte", enfatizou o secretário municipal de Educação de Canoas, Eliezer Pacheco.
Segundo ele, o Festival de Pipas também faz parte do início do processo de criatividade artística da criança, que tem despertado na mais tenra idade. "É uma atividade muito positiva, além de muito bonita", afirmou o secretário.
Estudantes
Um coração cor de rosa foi a forma da pipa escolhida por Brenda Júlia Santos da Silva, 8 anos, que estuda na Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Assis Brasil. "Nunca empinei pipa antes. Achei diferente e divertido. Pretendo participar dos outros festivais", disse.
A aluna Cássia Elis Dorneles Gluszsczake, 10 anos, disse que se inspirou nas paisagens e flores para construir a pipa com cinco cores diferentes. "Eu só brinquei com pipa na praia. Em Canoas nunca. Acho muito legal porque podemos compartilhar com os amigos", explicou a estudante.
Claudenir da Silva, 13 anos, contou que estava olhando as estrelas quando teve a ideia de fazer uma pipa branca com borda e bolinhas azuis. "Eu empino pipa desde os cinco anos, no Bairro Rio Branco, onde moro. Gosto muito", afirmou o aluno.
Especialista
O oficineiro Felipe Silva da Silva, 22 anos, faz pipas desde os dez anos, começando com uma pipa feita com dois galhos de árvores. Ele seguiu pesquisando e se aperfeiçoando, e ensinou a arte em escolas municipais. Silva enfatiza que pipa e pandorga não são a mesma coisa. A primeira tem apenas duas varetas; e as pandorgas necessitam de cálculos mais precisos.
Atualmente, ele trabalha profissionalmente com pipas dos mais diversos modelos. Os mais complicados são a caravela japonesa e o dragão chinês, que tem dez metros de comprimento. Silva também faz miniaturas de pipas, do tamanho de uma caixa de fósforo, e outras que possuem de dez a 50 lâmpadas. Ele faz coleção e exposições de pipas, inclusive algumas infláveis.
Avaliação
Engenhosidade: tamanho livre e pipa com toda a estrutura (papel, cabresto, vareta, linha e etc.). Foram avaliados os aspectos da criatividade.
Beleza: tamanho livre e pipa com toda a estrutura (papel, cabresto, vareta, linha e etc.). A avaliação foi feita pelas características estéticas.
Organização
O 1º Festival de Pipas foi promovido pela Prefeitura de Canoas, coordenado pela Secretaria Municipal da Educação (SME), em parceria com o Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Banrisul), por meio do Projeto Canoas Inovando na Educação. O festival também promoveu a integração social reunindo diversos segmentos da sociedade numa comunidade integrada para o mesmo fim.
Serviço de Atendimento ao Cidadão: 0800-5101234