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Paula Vinhas
Os educadores acompanham os trabalhos desenvolvidos nas salas de recursos multifuncionais e prestam assessoria aos professores, aos alunos e suas famílias.
O seminário "A escola faz a diferença: desafios, vivências e possibilidades da educação inclusiva" será realizado na Ulbra nestas quarta (21) e quinta-feira (22), a partir das 18h. Em debate propostas para a construção de políticas de formação, financiamento e gestão, necessárias para a transformação da escola em um espaço que reconhece e valoriza as diferenças. "A implementação de políticas públicas e os desafios da construção de um sistema educacional inclusivo" é o tema do painel de abertura, com a representante do Ministério da Educação Lílian Barros. Haverá também oficinas com diversos temas, entre ele, Estimulação Precoce na Educação Infantil; Transtorno do Espectro do Autismo, Práticas Pedagógicas nas Salas de Recursos Multifuncionais e práticas de Inclusão com a lousa digital.
Atualmente, mais de 1,7 mil alunos portadores de deficiência estão matriculados regulamente nas escolas municipais. Além disto, uma parceria com a Secretaria de Saúde de Canoas auxilia no atendimento de alunos no Centro de Especialidades Médicas (CEM). Do mês de maio a setembro, foram realizados 143 atendimentos.
Projeto CEIA Itinerante
O Centro de Capacitação em Educação Inclusiva e Acessibilidade (CEIA) é uma referência no atendimento para a Educação Inclusiva de Canoas. Além do trabalho realizado por equipes multidisciplinares, desde agosto é desenvolvido o Projeto de "Itinerância de Assessoria Pedagógica à Inclusão" - o CEIA Itinerante, onde os professores desenvolvem atendimentos especializados nas escolas de Ensino Fundamental. A equipe do CEIA Itinerante tem sete profissionais que percorrem as escolas, a partir de um planejamento semanal. Os educadores acompanham os trabalhos desenvolvidos nas salas de recursos multifuncionais e prestam assessoria aos professores, aos alunos e suas famílias. São 51 salas de recursos multifuncionais, em todas as 44 escolas municipais de Ensino Fundamental, e sete nas escolas de Educação Infantil. Nesses locais, são atendidos estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento, altas habilidades/superdotação, matriculados em classes comuns do ensino regular.
Práticas de inclusão com a lousa digital
O uso das lousas digitais já faz parte do cotidiano dos estudantes das escolas municipais de Ensino Fundamental e Educação Infantil. Essa ferramenta digital qualifica o ensino, facilita a aprendizagem e oferece a possibilidade de explorar novos conteúdos. Em agosto, a Escola Municipal de Ensino Fundamental Bilíngue para Surdos Vitória recebeu o equipamento. "A tecnologia torna-se uma parceria constante para garantir uma educação de qualidade", destaca a professora da escola Vitória, Sandy Bidarte, 45 anos. Ela confirma as vantagens desse recurso tecnológico nas atividades pedagógicas, já que os surdos precisam do visual para formar sua memória.
Serviço de Atendimento ao Cidadão: 0800-5101234