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No início desta semana, os educadores do Centro de Capacitação em Educação Inclusiva e Acessibilidades - CEIA realizaram um seminário interno para planejar as questões de inclusão escolar para o ano letivo de 2011 da instituição. Os encontros tiveram o apoio e a orientação do professor pesquisador do Centro Universitário Lasalle, Gilberto Ferreira, e da professora da Faculdade de Educação da UCPEL - Universidade Federal de Pelotas, Marta Nornberg, que também é especialista em planejamento escolar. Durante o seminário foram feitas avaliações de 2010 a partir de três dimensões: os atendimentos aos alunos da rede, a formação dos professores e a relação com a comunidade.
Foram consideradas também as metas acordadas com o Departamento de Educação Continuada e Diversidade, através da Unidade de Inclusão da Secretaria Municipal de Educação, que são divididas em quatro itens: as fortalezas e fraquezas internas, e as oportunidades e as ameaças externas. Na dimensão atendimento foi destacada como fortaleza o vínculo afetivo com o aprender interdisciplinar nas diferentes áreas do conhecimento. Como fraquezas considerou-se a estrutura física precária com pouca acessibilidade e segurança. A melhoria das articulações entre os departamentos de Ensino Fundamental, Infantil e de Educação Continuada e Diversidade nas questões de Inclusão escolar foram classificadas como oportunidades. Já as infrequências dos alunos, a centralização do CEIA e a falta de acompanhamento do aluno fora do CEIA foram consideradas como ameaças.
Na dimensão formações dos professores definiu-se como fortaleza a formação do grupo em diferentes áreas do conhecimento. Como fraquezas, a rede apoio (falta de estagiários monitores), a teorização e a pouca relação com outras secretarias (intersetorialidade).
A implantação das Salas de Recursos Multifuncionais nas escolas, a participação em seminários internos e externos foram classificadas como oportunidades. Já a indefinição da formalização das diretrizes da educação especial na perspectivas da educação inclusiva no município por parte do Conselho Municipal de Educação foi considerada como ameaça.
Na dimensão relação com a comunidade fortaleza foi considerado o acolhimento, a participação dos pais e o manejo com as crianças. No quesito fraqueza foi observada a falta de um profissional de Assistência Social para interlocução com a rede. A disponibilização de um profissional de assistência social e a interação com os CRAS foram definidas como oportunidades. E como ameaças foi consideradas a omissão de algumas famílias (não acreditam no trabalho e não aceitam as dificuldades das crianças).
Importância do planejamento
Para o sociólogo Ronaldo Ribeiro, gestor da Unidade de Inclusão da Secretaria de Educação, a inclusão no contexto do CEIA somente será possível se forem consideradas todas as possibilidades. "O nosso encontro, na verdade, foi um "pare e pense" para avaliarmos o presente e projetar o futuro", observou.
Ferreira ressalta que o planejamento é um processo de racionalização, organização e coordenação de ação docente, articulando a atividade educacional e a problemática do contexto social. Para ele, o significado dessas relações no espaço onde se atua, os elementos do planejamento, os objetivos, os conteúdos e os métodos estão recheados de implicações sociais, inclusive com significado político. "A ação de planejar não se reduz ao simples preenchimento de formulário para controle pedagógico; deve ser uma atividade consciente de previsão das ações docentes, fundamentadas em opções político-pedagógicas, e tendo como referências permanentes as situações didáticas concretas, ou seja, a problemática social, econômica , política e cultural que envolve a comunidade escolar que interagem no processo de ensino", destaca.
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