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Nesta segunda-feira, o consultor do MEC, Rubens Ferronato, esteve reunido com o gestor da Unidade de Inclusão do Departamento de Educação Continuada e Diversidade da Secretaria Municipal de Educação, Ronaldo Ribeiro, e a coordenadora do Núcleo de Apoio Pedagógico e Produção em Braille de Canoas - NAPPB, Delloni Mossmann Siqueira, para avaliar a implantação do programa Livro Acessível no município. "Pela minha experiência, percebo que o programa está bem avançado em Canoas. Além disso, percebi a preocupação que Canoas possui em capacitar os professores que atuarão no programa. Isso é imprescindível", destacou Ferronato.
Através do programa, alunos com deficiência visual, baixa visão ou cegueira terão acesso gratuito a qualquer livro ou documento a partir de uma nova tecnologia, a MECDAISY, que transforma texto escrito em áudio. Esta solução tecnológica permite a geração de livros falados e sua reprodução audível, com facilidade de navegação pelo texto e a reprodução sincronizada dos trechos selecionados.
No Rio Grande do Sul existem três centros que atenderão a demanda do Estado, sendo que o NAPPB Canoas e o Núcleo de Bento Gonçalves serão os responsáveis pela demanda dos municípios que possuem alunos matriculados na rede pública de ensino com deficiência visual e baixa visão. O CAP/RS - Centro de Apoio Pedagógico atenderá a demanda das escolas estaduais.
A etapa nacional de produção conjunta de obras em MECDAISY iniciou em setembro do ano passado. O Ministério de Educação realizou uma pesquisa a respeito de quais as obras do PNLD - Programa Nacional do Livro Didático seriam as mais utilizadas no país e, a partir disso, fez a distribuição, no início deste ano, das coleções de 5ª a 9ª série entre os 55 centros de produção no Brasil. O IBC - Instituto Benjamin Constant, do Rio de Janeiro, vai produzir os livros destinados aos alunos de 1ª a 4ª série.
Estas obras, depois de geradas, serão postadas no ADA - Acervo Digital Acessível e disponibilizadas para todo o país. Cada um dos 55 centros e o IBC tem uma pessoa responsável pelo acesso ao ADA e postagem dos livros.
Ferronato observou que a intenção é a de que até 2012 as editoras já produzam os livros e seja obrigatória a entrega destas publicações em MCDAISY. "Isso obedece ao decreto 7084, que já está em vigor", observa.
Em Canoas, o programa está atualmente na fase da produção dos livros no Centro de Capacitação em Educação Inclusiva e Acessibilidade - CEIA. Serão disponibilizadas 266 obras em MECDAISY até o final de 2011. No início deste ano letivo o material será apresentado aos professores das Salas de Recursos Multifuncionais, que irão atuar na iniciativa. "Logo após, faremos a formação destes educadores", afirma Deloni.
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