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Um dos momentos mais aguardados pelos participantes do I Seminário Internacional de Educação Continuada e Diversidade e o VIII Seminário Municipal de formação "A escola faz a Diferença", foi a palestra do Mestre em Educação e Doutor em Educação Especial pela Universidade de Montreal, Canadá, Jean Robert Poulin. O especialista abordou o tema "O Desenvolvimento e a Aprendizagem da Pessoa com Deficiência Intelectual".
O professor Poulin realiza pesquisas na área de deficiência intelectual, educação cognitiva e inclusão escolar, e atualmente trabalha no grupo de pesquisas da Universidade Federal do Ceará, como professor convidado.
Poulin elencou os critérios que são observados para classificar o deficiente intelectual: a funcionalidade intelectual abaixo da média, que pode ser detectada através de ferramentas como o teste de QI, e a falta de capacidade para tomar decisões de rotina do dia-a-dia, como pegar um ônibus ou escolher uma roupa. "Estes sintomas se manifestam do nascimento até os 16 anos", explicou.
O especialista observou ainda que frequentemente os educadores atuam de forma automática com estes alunos. "É tudo muito mecânico, pois acham que eles não têm capacidade intelectual alguma. O que não é verdade", ressaltou. Para explicar como o cérebro destas pessoas deve ser estimulado ele usou o exemplo da fisoterapia para recuperar uma fratura em um braço. "Com o exercício recupera-se os movimentos do braço, se não totalmente, pelo menos de forma parcial. Então, porque ainda existe este pensamento de que a pessoa com deficiência não pode aprender. Eles podem sim, e o dever do professor é estimular o raciocínio e facilitar as descobertas deles", afirmou.
O Seminário contou também com a palestra da Mestre em Educação Brasileira e Consultora do programa BPC - Benefício de Prestação Continuada na Escola, do MEC, Sandra Zanetti Moreira. Sua explanação abordou a temática "A Política Nacional Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva".
A educadora salientou que o MEC prioriza ações que garantam a permanência e o acesso dos deficientes ao processo de escolarização. "Além disso, buscamos o comprometimento das três esferas de governo, municipal, estadual e federal, com a acessibilidade e o apontamento das barreiras que possam vir a impedir estes estudantes de aprender com os demais", concluiu.
A segunda noite de realização do Seminário foi abrilhantada pela apresentação do grupo de danças do Centro de Capacitação em Educação Inclusiva e Acessibilidade - CEIA.
O Seminário segue até amanhã no Salão de Atos do Unilasalle, a partir das 18h30.
PROGRAMAÇÃO QUINTA-FEIRA, 28/10
18h30: Momento Cultural: André Vicente - Piano Brasileiro
19h: Palestra: História e Cultura Afro-Brasileira, Africana, Indígena e Educação das relações Étnico-Raciais com o professor graduado em História pela UFRGS, Manoel José Ávila da Silva e com o Mestre em História Social/Escravidão, pelo Unilasalle, Raul Róis Schefer Cardoso
20h30: Apresentação das Políticas de Educação Continuada e Diversidade, da Secretaria Municipal de Educação, com os palestrantes César Cemin, diretor do Departamento de Educação Continuada e Diversidade e Ronaldo Ribeiro, gestor da Unidade de Inclusão.
Serviço de Atendimento ao Cidadão: 0800-5101234