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O dia Internacional da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha é comemorado em 25 de julho, mas foi festejado na noite dessa sexta-feira, na Câmara dos Vereadores. A forte chuva não atrapalhou nem desanimou o público que foi até o local para conferir a comemoração.
A ocasião foi repleta de atividades culturais como a apresentação de grupos de dança africana Oju-obá representado por crianças da comunidade Mathias Velho. A plateia também pode prestigiar o desfile que realçou a beleza da mulher negra, mostrada através das vestimentas coloridas e cabelos com trança- afro.
A professora Laura Longarai abordou de forma clara e descontraída a lei 10.639/03 que trata da história e cultura do negro. O bate-papo sobre a experiência da mulher negra trouxe abordagens sobre os seus direitos, sobre o valor do estatuto da igualdade racial, das origens do negro, das religiões e dificuldades que eles passaram no decorrer dos anos.
A encenação teatral "Pode ter inço no jardim", realizada pela Secretaria de Educação com a coordenação de Sirlândia Gheller, trouxe muita emoção aos presentes porque recordou a história do negro no tempo da escravidão. Mostrou a constante luta pela liberdade, o desprezo, o sofrimento que os escravos passaram na época.
A coordenadora da Igualdade Racial, Maria Aparecida Mendes, disse que o momento foi marcado pela união da força negra. O encontro, além de mostrar um pouco sobre os costumes e tradições do negro, também "trouxe motivação para continuarmos a lutar pela nossa igualdade na sociedade", reforçou Maria Aparecida.
Na ocasião, algumas personalidades como Nelson Mandela, Martin Luther King, a escrava Anastácia e o professor Oliveira Ferreira Silveira foram citadas como forma de reconhecimento e luta pelos direitos dos negros. A equipe organizadora mencionou que as leis e ações do negro precisam ser mais difundidas para o conhecimento da população.
Também se apresentaram, os meninos e meninas do bairro Niterói com dança hip hop.
O encerramento contou com a dança de capoeira da Associação União de Raças de Canoas. Todas as mulheres foram presenteadas com uma rosa.
O evento foi organizado pela Copir, Ong Uriel, escola de samba Estado Maior da Rio Branco e Guardiões do Bom Sucesso, pela Asé-bayá, Oju-obá, Amuneca, Fauec, Bankoma, Unegro e Secretaria Municipal de Educação.
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