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Bem além de conduzir a imaginação, como recurso utilizado em projetos das áreas de cultura, segurança e transporte, a contação de histórias também tem se tornado em Canoas uma forma criativa, envolvente e eficaz de alfabetização. Nas aulas da professora Maria Bernadete Souza, da Escola Municipal de Ensino Fundamental David Canabarro, no bairro Mathias Velho, essa técnica se transformou em uma metodologia eficaz de alfabetizaçaõ, que já foi destaque até no portal do Ministério da Educação.
A professora Bernadete se utiliza das letras do alfabeto como ponto de partida de histórias por ela mesmo criadas e repassadas aos alunos, combinadas com recursos ornopatopeicos (sonoros) que facilitam o aprendizado. “A junção das letras produz determinados sons que facilitam com que eles memorizem e retornem mentalmente a essa história quando vão escrever”, explica.
Autonomia e Assiduidade
Os alunos, por sua vez, são incentivados a recriar a história permitindo um processo de autonomia na alfabetização. “Não são histórias tradicionais, são inventadas e tranmistidas por ela, com recursos sonoros, que os alunos se apropriam”, observa a diretora da escola, Sílvia Letícia de Senna.
Atuando há 30 anos no trabalho de alfabetização de crianças, Maria Bernadete disse que foi identificação com o tempo esse potencial da oralidade em suas aulas, embora a idéia tenha trazido de outras experiências. “Pelo início dos anos 80, incentivada por uma orientadora, comecei a adotar esse recurso.” Além da eficácia no aprendizado, já costatada ao longo do tempo, o uso da contação de histórias dessa forma também tem desenvolvido outros fatores positivos. “Como as histórias nem sempre terminam em uma aula, eles não querem perder a próxima para saber a continuidade”, observa a professora Bernadete.
Afeto e Inclusão
O afeto, elemento central para a superação da violência, também é um fator importante destacado em um trabalho desse tipo. Na medida em que o processo de construção e lembrança das histórias exige um trabalho coletivo e integrado, esse método acaba contribuindo para fortalecer os laços de cooperação entre a turma. “Acreditamos que o aprendizado se dá por meio do afeto. E isso tem facilitado também nesse processo”, considera a diretora Sílvia. Além disso, as temáticas trabalhadas nas histórias envolvem um processo de participação ativa dos alunos, que assumem um certo protagonismo na aula, o que torna a contação de histórias também uma meio de inclusão.
Como resultado desse trabalho, as aulas da preofessora Bernadete tem sido marcantes não só para seus alunos, mas para os que já saíram. “Não posso deixar essa porta aberta durante as aulas, senão meus ex-alunos entram e querem voltar”, revela. Para a diretora, esse trabalho criou um clima propício e atraente. “Aquela sala é muito mágica”, resume a diretora Sílvia. Como resultado de todas essas histórias, já há planos maiores. “Queremos produzir uma coletânea com todas essas histórias trabalhadas por ela”, revela a diretora.
Confira também a matéria Professora cria histórias com cada letra do alfabeto, publicada no Portal do Professor (MEC).
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