Carregando! Por favor aguarde...
Através de toques e olhares curiosos, ouvidos atentos e coração aberto que crianças com diferentes necessidades de Canoas foram apresentadas a 8ª edição da Bienal do Mercosul, em Porto Alegre. A visita faz parte das atividades do Projeto Pedagógico da exposição, que acontece de 10 de setembro a 15 de novembro. O grupo de cerca de 50 pessoas, entre crianças, famílias e profissionais do Centro de Educação, Inclusão e Acessibilidade (CEIA), conheceu a exposição Geopolítica.
Acompanhados de psicopedagogas, fonoaudiólogas e professoras, as crianças encantavam-se a cada obra de arte. O diretor de Educação Continuada e Diversidade da Secretaria de Educação, Luis Augusto Farofa da Silva, a coordenadora do CEIA, Terezinha Perpétua, e a professora Zaida Mendonça conduziam o grupo, que ouvia dos monitores da Bienal detalhes sobre a concepção das obras. Muita cor, material bruto e recursos audiovisuais compõem esta edição da Bienal do Mercosul, que trata da territorialidade por meio de noções de país, nação, identidade e fronteira.
Toque
Desfrutando das múltiplas sensações oportunizadas por um dos maiores eventos de arte contemporânea da América Latina, a menina Iasmin segurava-se na professora Kátia da Luz Gonçalves para apreciar as atrações. Deficientes visuais, elas utilizavam o toque para enxergar obras como o Quebra-Cabeça Latino-Americano e Consumo Racial.
Aluno da escola municipal Rio de Janeiro e atendido pelo CEIA no contraturno escolar, Artur Silva da Cunha é um menino especial, cujo talento pode ser percebido nos primeiros minutos de conversa. Portador de altas habilidades em História e Artes, ele sonha em ser Presidente da República e manifesta esse desejo com convicção. Em frente às peças do quebra-cabeça gigante, obra de Regina Silveira que agrega fotografias em preto e branco com a temática latino-americana, Artur demonstrava o nível de conhecimento que possui. Citou praticamente todas as personalidades retratadas, entre Che Guevara, Fidel Castro, Frida Kahlo, Eva Perón, Carmen Miranda e Pelé.
De acordo com Terezinha, os atendimentos prestados pelo CEIA trabalham a questão da arte, principalmente com a utilização de materiais reciclados e a visitação à Bienal contribui com esse trabalho. "As pessoas que estão aqui hoje talvez jamais teriam oportunidade de conhecer um evento desse tamanho; é uma visita ímpar", afirmou a coordenadora.
Serviço de Atendimento ao Cidadão: 0800-5101234