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O salão de atos do Unilasalle recebeu, no início da noite desta quinta-feira, educadores das escolas da rede municipal de ensino para a 1ª Jornada de Alfabetização de Canoas. Professores da Educação Infantil e do Ensino Fundamental refletiram sobre os processos de aprendizagem e contaram com a colaboração do palestrante Artur Gomes de Morais, do Centro de Educação da Universidade Federal de Pernambuco.
A abertura do evento ficou por conta da Leitura Deleite, prática usada em sala de aula para oportunizar a leitura por prazer, do poema Desejo, de Victor Hugo. Os trechos foram lidos por diversos professores, dando início ao encontro e as reflexões que vieram ao longo do seminário. Participaram da abertura a secretária adjunta de Educação, Marta Rufato; a presidente do Conselho Municipal de Educação, Cristina Gobbi; a diretora Pedagógica da SME, Rosí Angela da Silva e representando o Unilasalle, Dirléia Sarmento.
Descobrimento
Para Marta, a alfabetização e o letramento é a fase mais bonita e mais rica que o ser humano pode ter. "É o descobrimento do mundo que podemos ter em nossas mãos. E por isso precisamos, como educadores, empolgar as crianças para que fiquem ávidas por aprender nesse processo", observou.
Com larga trajetória nas pesquisas e estudos sobre alfabetização e letramento, o professor doutor Artur Gomes de Morais abordou O aprendizado da escrita no final da Educação Infantil e no início do Ensino Fundamental. Declarando-se feliz por ver uma rede municipal articulando-se para debater essas etapas fundamentais do ensino, o palestrante afirmou ser necessário garantir momentos reais de debate como esse. "Primeiro precisamos saber que os alunos são diferentes e que reprovar não é a solução, mas entender a diferença entre alfabetização e letramento", defendeu.
Segundo Morais, o letramento é a aprendizagem da linguagem que se usa ao escrever. Já a alfabetização é a aprendizagem da notação escrita ou do sistema de escrita alfabética. Esta última, complementa ele, deve ser encarada como uma tarefa conjunta da escola.
Entre inúmeras perspectivas e levantamentos compartilhados com os educadores, devidamente registrados em livros de sua autoria, como Ortografia: Ensinar e Aprender e O aprendizado da Ortografia, o professor ainda dividiu números positivos para o ensino. Entre os dados, Artur mostrou o percentual de analfabetismo de crianças de oito e nove anos, que de 41,5% em 1981, desceu para 11,5% em 2007. Os dados positivos, porém, ainda indicam necessárias melhorias. Morais sugere o abandono de velhos métodos de alfabetização, como o silábico e o fônico. "Foram feitos há muitos anos, em uma época em que se desconhecia o percurso evolutivo do aprendiz. Defendo o ensino sistemático na prática da alfabetização", pontuou ele.
Oficinas
Amanhã, os educadores terão o segundo momento da 1ª Jornada, com o dia dedicado a oficinas. Os encontros acontecem das 8h às 12h e das 13h às 17h, no prédio 15 do Unilasalle. Consciência Fonológica e Alfabetização, Formação Pessoal, Arte na Educação e Leitura a partir da contação de histórias são algumas das oficinas pedagógicas oferecidas.
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