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Funcionando efetivamente desde o ano passado, o sistema de Educação Inclusiva sobre o uso do Livro Acessível Digital - Mecdaisy, foi avaliado nesta sexta-feira, 10, pelo MEC. A técnica Monique Macedo Otsuka esteve em visita a três escolas municipais - Rio de Janeiro, Ceará e Ministro Rubens C. Ludwig, a fim de mapear a aceitação e projeção do sistema na rede municipal. "O objetivo é avaliarmos o que o MEC pode contribuir, como a aquisição de livros para o aprimoramento das políticas de inclusão nas escolas", disse.
A avaliação é feita diretamente com alunos e professores, sobre o sistema e o que pode ser aprimorado. Conforme o gestor da Educação Especial da SME, Ronaldo Ribeiro, a rede municipal possui atualmente 24 alunos cegos (público alvo do MEC Daisy).
Além de Canoas, Porto Alegre também receberá a visita a técnica. No Estado, apenas cinco cidades estão capacitadas para a utilizaçãodo sistema.
Expectativa
Na escola Rio de Janeiro, primeira do roteiro de visitas, a técnica do MEC conversou com um aluno de 14 anos, cego, e que iniciou na escola em abril. O jovem está no 7º ano e apesar de possuir conhecimento na escrita Braille, pela primeira vez está tendo contato com as novas tecnologias. Conforme relato do estudante, a expectativa é muito grande. Além do apoio do NAPPB - Núcleo de Apoio Pedagógico e Produção Braille está em atendimento na Sala de Recurso Multifuncional e receberá todas as informações para utilização da tecnologia Mec-Deisy e em breve receberá o notebook com os softwares instalados para sua utilização inclusive para levar a sua residência com autorização da escola através de um termo de compromisso.
O sistema
Baseado no padrão internacional Daisy - Digital Accessible Information System -, a ferramenta brasileira traz sintetizador de voz (narração) e instruções de uso em português brasileiro. O software permite converter qualquer texto em formato Daisy e, após a conversão, é possível manusear o texto sonoro de maneira semelhante ao texto escrito. O Mecdaisy permite que o usuário folheie, consulte o índice, pesquise, faça comentários.
Em Canoas a operação fica por conta do Núcleo de Apoio Pedagógico e Produção Braille (NAPPB), da Secretaria Municipal de Educação.
O município foi pioneiro em aderir ao projeto, que possibilita a geração de livros digitais falados e sua reprodução em áudio, gravado ou sitentizado, contirbuindo para a acessibilidade e alcance à informação por alunos com deficiência visual. Esta nova tecnologia tem como suporte técnico a Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ.
Serviço de Atendimento ao Cidadão: 0800-5101234