Canoas está concluindo o projeto de automatização e modernização das cinco casas de bombas localizadas nos bairros Niterói, Rio Branco e Mathias Velho. Os equipamentos servem para captar água nos canais de macrodrenagem internos e jogá-la para o lado externo dos diques de proteção. Os diques dos três bairros, construídos na década de 60 pelo então prefeito Hugo Simões Lagranha, totalizam 20,21 quilômetros. O dique da Araçá, que está sendo construído em função da Rodovia do Parque, terá 7,261 quilômetros.
Conforme o engenheiro mecânico Gilberto Bordin, da Diretoria de Obras Contratadas da Secretaria Municipal de Obras, que fiscaliza os trabalhos, as inovações reduzem a interferência humana no sistema, reduzindo a ocorrência de erros. Para isso, os equipamentos antigos e antieconômicos - como transformadores - foram substituídos ou reformados. Apesar disso, funcionários permanecem 24 horas por dia nas CBs, já que é comum o lixo levado pela água impedir o funcionamento das bombas.
As casas de bombas, que têm vazão máxima de 2,5 mil litros por segundo, também receberam novo quadro de medição, rede elétrica dupla e para raios. Os postes de madeira da rede foram trocados pelos de concreto.
Cinco anos
O projeto existe desde 2004, em 2006 houve concorrência pública para execução das melhorias, em 2007 foi contratada a empresa, mas somente em 2009, durante seu primeiro ano de governo, o prefeito Jairo Jorge assinou a ordem de serviço para a modernização das casas de bombas. O valor original, de R$ 2,412 milhões, é financiado pela Corporación Andina de Fomento. A conclusão estava prevista para janeiro deste ano, mas atrasou devido a problemas técnicos.
História
O engenheiro Gilberto conta que até 91, o sistema de drenagem da cidade era de responsabilidade do Departamento Nacional de Obras de Saneamento. Com a extinção do DNOS, no governo Collor, o serviço foi assumido pelo Município, que até agora somente cuidava da manutenção. Ele lembra que a construção dos diques foi necessária devido às grandes enchentes de 1941, 1965 e 1967, quando dos rios Gravataí e Sinos transbordaram, inundando os bairros Niterói, Rio Branco e Mathias Velho. As casas de bombas começaram a operar em 1970 e, desde então, não haviam recebido qualquer novo investimento.
Eloá da Rosa