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O Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) realizou, na manhã desta sexta-feira, 12, uma atividade preparatória ao 5º Seminário de Medidas Sócio Educativas, que acontece no dia 16 de agosto, no auditório 119, do prédio 6, da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), com o tema Maioridade Penal. O encontro ocorreu na sede do CREAS (rua Dr. Barcellos, 1357, Centro) e contou com a participação da secretária municipal de Desenvolvimento Social, Maria Eunice Dias Wolf, da adjunta Vera Santos, do diretor Martin Ahlert e das entidades conveniadas que realizam atividades com os adolescentes atendidos pelo CREAS. Também participou a secretária municipal de Cidadania e Desenvolvimento Social de Esteio, Márcia Busato, e sua equipe. A atividade fez parte da programação de aniversário de 23 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente, comemorados neste sábado, 14.
A recepção aos convidados ficou por conta da coordenadora do CREAS, Jeanine Dornelles. Segundo ele, o centro atende atualmente um grupo de 94 adolescentes que cumprem medidas sócio educativas. Eles participam de oficinas de percussão e musicalidade e de hip hop, o projeto Vespa, onde trabalham com questões sociais, de vivência, reflexão e perspectiva de futuro. Além disso, os jovens são atendidos nas mais de 20 entidades parceiras.
Após a apresentação de cada um dos participantes, com nome e entidade. A psicóloga Kellen Sodré fez a apresentação do Serviço de Proteção Social a Adolescentes em Cumprimento de Medidas Sócio Educativas. Segundo ela, quem cumpre as medidas impostas pelo Juizado da Infância e Juventude são os adolescentes entre 12 e 18 anos. No entanto, até os 21 anos os jovens também são assistidos pelo CREAS, pois eles cometeram as medidas antes dos 18 anos e devido aos trâmites, só chega após a maioridade.
Os adolescentes que chegam ao centro cometeram atos infracionais e as medidas são uma garantia da proteção dos direitos destes jovens e uma responsabilização pelo delito. "Não é punitivo, mas uma prevenção na reincidência dos atos infracionais e uma maneira de eles pensarem em alternativas para a vida deles daqui para frente", explicou Kellen. Ao chegar ao CREAS, o adolescente é acolhido pela equipe que irá acompanha-lo durante o período de duração da medida, que pode durar até seis meses - este período pode se extender mais, no caso de mais de um ato infracional cometido pelo mesmo jovem. Após, a equipe faz o Plano Individualizado de Atendimento, com encaminhamentos, necessidades e combinações com família, escola, etc.
ENCAMINHAMENTOS - De acordo com a necessidade, este adolescente recebe atendimento psicossocial, psicológico e os encaminhamentos às entidades parceiras. Também se observa o encaminhamento profissional, com inscrição em cursos. Além das oficinas no CREAS. O jovem pode cumprir Prestação de Serviço à Comunidade e/ou Liberdade Assistida. Na primeira, o jovem faz atividade não remunerada, de interesse comunitário, por oito horas semanais e, se possível, a atividade pode ser feita aos finais de semana. A LA tem um acompanhamento mais próximo e segue uma série de critérios como comprovação de matrícula e frequência em aulas e atendimento periódico. Também pelo período de seis meses, que pode ser aumentada, abolida ou substituída por outra, de acordo com a avaliação do orientador, Ministério Público ou Defensoria Pública.
"As oficinas são uma maneira de mostrar ao adolescente o quanto ele é importante. É uma forma de permitir que eles tenham outra visão do mundo do trabalho, além de contribuir com a auto-estima deles", destacou a psicóloga Kellen. É importante destacar que a família também recebe atenção do CREAS, com a realização de oficinas que tem o objetivo de fortalecer os vínculos com o adolescente. "As famílias também são responsabilizadas, porque elas são responsáveis pelos adolescentes atendidos". O educador social Rodrigo Leites abordou sobre as oficinas.
Serviço de Atendimento ao Cidadão: 0800-5101234