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A Vigilância Sanitária de Canoas fechou nesta tarde a Instituição de Longa Permanência de Idosos Santa Luzia, que fica na rua Encantado, bairro Mathias Velho. O local funcionava há mais dez anos e abrigava 17 idosos, que estavam em situação de abandono. Funcionários denunciaram maus tratos e negligência. No espaço havia alimentos com prazo de validade vencido há cinco anos e roupas sujas misturadas as limpas. A operação foi acompanhada pela Polícia Civil, Ministério Público, Conselho Municipal do Idoso e Coordenadoria de Inclusão e Acessibilidade.
De acordo com o gestor da Vigilância Sanitária, Júlio César dos Santos, o local vinha sendo acompanhado desde março de 2009 e a proprietária já havia recebido diversas notificações devido a irregularidades. No entanto, o asilo não fez as devidas adaptações, o que culminou com a interdição. A partir de agora, o local não poderá mais ser reaberto. "Estamos concluindo o relatório da ação que será encaminhado ao Ministério Público, que adotará as devidas providências. O material também será encaminhado à Polícia Civil para instauração de inquérito", destacou.
Os fiscais da Vigilância Sanitária já começaram a contatar com os familiares dos idosos para informar a situação. "Os parentes terão que removê-los e aqueles que não têm parentes serão encaminhados pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social para outras instituições da cidade. Conversaremos com o Ministério Público sobre aqueles idosos que ela (proprietária) tem curatela", explicou o médico fiscal Paulo Zubaran.
Um dos casos que mais chamou atenção dos fiscais foi a de uma idosa de 82 anos que sofre de artrite reumatóide crônica, doença que atinge os membros superiores e inferiores. Ela estava com diversos ferimentos provocados por escarras. "Sou médico há muitos anos e já vi tudo em termos de miséria e condição humana, mas este caso aqui é calamitoso. É um crime contra a saúde pública", afirmou Zubaran.
Os policiais confiscaram computador e aparelho de dvd para análise de imagens. A proprietária Dalila Ribeiro negou as acusações. "É uma injustiça o que estão fazendo. Fiz todas as mudanças solicitadas, mas é difícil trabalhar com idoso. Vou entrar com o advogado e provar que é tudo fofoca", afirmou.
Serviço de Atendimento ao Cidadão: 0800-5101234