A escolha do melhor projeto do 1° Concurso Semear lotou, na tarde desta quarta-feira (29/11), o auditório da Secretaria Municipal de Educação Cultura (SMEC). Concorrentes, professores, pais e alunos prestigiaram a última etapa da disputa, que premiou, entre os 19 trabalhos inscritos, a Escola Rio de Janeiro com o projeto "ISC (informática sem computadores)", de 1º a 4º série; o Núcleo de Apoio Pedagógico e produção em Braile da Assessoria de Políticas de Inclusão da SMEC com o projeto " teclando o futuro", de 5º a 8º série e a Escola Municipal Especial para Surdos Vitória com o projeto " preparando para o trabalho e para a vida", na categoria Educação de Jovens e Adultos (EJA).
A avaliação ficou a cargo de uma comissão julgadora selecionada pela SMEC, através de relato oral feito pelo professor ou coordenador responsável pelo trabalho desenvolvido nos laboratórios de informática das 42 escolas municipais de Ensino Fundamental. O vencedor de cada categoria foi contemplado com dois microcomputadores, destinados ao professor ou coordenador e ao laboratório de informática da escola.
O público presente acompanhou atentamente a todas as apresentações. Durante os trabalhos, o secretário de Educação e Cultura, Marcos Zandonai, falou sobre o concurso. "É uma maneira de valorizarmos os projetos desenvolvidos pelos talentos presentes em nossas escolas, pois, como gestores públicos, temos a função de propiciar oportunidades de realização dos trabalhos, sua valorização e divulgação", destacou Zandonai, complementando que a implantação do projeto Semear é uma das prioridades da atual administração. "Temos todo o apoio do prefeito, que não tem medido esforços para assegurar sucesso do projeto", ressalta o secretário.
Para a coordenadora do laboratório de informática da Escola João Paulo I, Deise de Azevedo, o importante foi a troca de experiências. "Com o concurso, tivemos a oportunidade de mostrar o que é feito na escola e conhecer o que está sendo realizado nas demais que abrigam o Semear", sentencia a coordenadora, cuja escola concorreu com o projeto "Inclusão e Alfabetização", desenvolvido em abril e maio deste ano com as turmas de 1ª série. Acompanhada pelos jornalistas mirins, a coordenadora do projeto Jornal do General, Julia de Barros, da Escola General Neto, apresentou o projeto, desenvolvido há três anos na instituição. "É uma oportunidade de ampliarmos o leque de divulgação do trabalho que fazemos em nossa escola, desde 2003, mas que somente nossa comunidade conhecia até então", analisa Julia.
Enfatizando que o importante é que seja divulgado o trabalho do aluno, a coordenadora do laboratório de informática da Escola Ceará, Maria Emília Linck, apresentou o projeto "Quem somos nós? Respeitando a identidade", desenvolvido com a turma 33, de 3ª série. "Apresentei o que foi feito pelos nossos alunos, já que o coordenador é somente a ferramenta para esses alunos", lembrou a concorrente, justificando a forma de apresentação à comissão julgadora. Para ela, a promoção do concurso comprovou o apoio dado pela SMEC ao que é feito nos laboratórios de informática. "São espaços em que a promoção da inclusão existe realmente", avalia Emília, exemplificando que dava aula de informática a dois alunos cegos até o ano passado, através de software especial prontamente instalado. "A gente vê que o Executivo tomou como prioridade o projeto, o que encoraja a todos nós", comemora.
A comissão julgadora levou em conta a criatividade, adequação ao tema, objetividade e diversidade na utilização das ferramentas e recursos.