Com o objetivo de apresentar as propostas do projeto pedagógico da 6ª edição da Bienal do Mercosul, a Secretaria Municipal de Educação e Cultura (SMEC) de Canoas, através do Departamento de Cultura, promoveu, nesta quinta-feira (30/08), no auditório da SMEC, capacitação de professores da rede municipal. Ministrado pela equipe pedagógica da Fundação Bienal do Mercosul, o evento contou com a presença de 120 pessoas, entre professores e educadores do ensino infantil, fundamental e ProJovem.
O curador e artista Luis Camnitzer, criador do projeto pedagógico, destacou a importância de ver a Bienal de uma forma diferente e inovadora."Queremos que a Bienal não seja somente uma exposição de objetos, assim como acentuar a arte como um método de resolução de problemas", afirma Camnitzer. Ele acrescenta que o projeto tem a proposta de ver arte como forma de pensar e de se comunicar, tratando o espectador como um ser com capacidades criativas, reflexivas e interpretativas. "Para entender uma obra de arte, devemos interpretar a pergunta que ela nos faz, para só depois podermos julgá-la", explica.
Na abertura do evento, a professora Rejane Ledur, do Departamento de Cultura, frisou a importância do encontro aos presentes. "Vemos a necessidade de trabalhar com a arte contemporânea e qualificar os nossos professores na educação da arte, para preparar os alunos para conhecer a Bienal", aponta. Ela salientou que as escolas de Canoas sempre se preocuparam com arte e destacou o trabalho da professora Marília Schimit Fernandes, da escola Artur Pereira de Vargas, que após desenvolver o trabalho "Agora Sabemos o que Arte Contemporânea" ganhou o prêmio Victor Civita Professor nota 10, que consagrou o trabalho de dez professores em nível nacional.
Durante a capacitação, foi apresentado o modelo da Bienal deste ano, considerações sobre a arte contemporânea e os objetivos e metas do projeto pedagógico. Os professores também receberam orientações de como promover o modelo com a proposta pedagógica das escolas e a possibilidade de trabalhar a Bienal no restante do ano letivo. Para a diretora da escola General Osório, Rejane Teresinha de Vargas, o projeto é muito importante. "Acredito que só através da arte podemos ver o mundo de outra forma, buscando recuperar valores que se perderam, como o respeito e a dignidade", destaca a diretora.
O restante da programação ainda contou com oficinas, nas quais os educadores realizaram atividades práticas, utilizando o material pedagógico da Bienal.