O espaço dos fundos da Escola Municipal de Educação Fundamental David Canabarro, no bairro Mathias Velho, era um grande matagal até o início de outubro. Com a adesão da instituição no Programa Mais Educação - Escola Comunidade essa realidade já foi transformada. Agora o que se vê no pátio é alface, couve, beterraba, tomate, salsa, cebolinha, milho e feijão. A oficina de horta está há cerca de dois meses modificando a rotina dos alunos do local.
Nesta terça, 1º de dezembro, com o intuito de apresentar aos colegas e professores o que já foi feito pelos grupos e também sensibilizar os demais para a importância do cultivo de alimentos e seus nutrientes, os participantes da atividade extraclasse preparam a 1ª Mostra dos Trabalhos da Oficina de Horta. O secretário Municipal da Educação, Paulo Ritter, foi à escola prestigiar a iniciativa.
"Além do conceito de inclusão presente nas oficinas Escola Comunidade, essa exposição engloba conceitos interdisciplinares. Os conteúdos não se resumem às matérias de ciências. O trabalho também é diretamente relacionado à matemática, pois os canteiros são todos feitos de forma calculada e ao português e história, já que os professores estimulam que eles façam pesquisas de hábitos e origens", salientou o secretário.
A professora oficineira de Meio Ambiente, Andréa Barbosa, contou que a intuito original do projeto é utilizar as frutas, verduras, legumes e chás na merenda dos estudantes. "Estou ensinando eles a usar todos os nutrientes do vegetal, como o caule e as folhas. Pretendemos ampliar esse projeto para trabalhos de reciclagem, que já foi dada uma iniciação dos conteúdos, mas para o ano que vem queremos fazer uma grande feira e quem sabe até comercializar nossos produtos com base em materiais reaproveitados", ressaltou.
Lucas Leonardo Silva dos Santos, de 15 anos, recebeu o secretário e demais integrantes da SME e relatou todos os passos do plantio. "Para um bom crescimento devemos molhar adubar a tratar com carinho as mudas. A primeira etapa do processo de cultivo da horta e plantar a semente nas sementeiras e quando a plantinha começa a aparecer deslocamos a muda para o solo", explicou o aluno que, de acordo com Andréa, contribuiu muito com a oficina desde o início. "Ele tem muito jeito com a terra", destacou.
Mariela Carneiro