O sol ainda estava tímido na manhã desta sexta-feira, 28, e o Parque Eduardo Gomes brilhava com a alegria dos alunos da Rede Municipal de ensino para os primeiros jogos da Copinha Escolar.
Ao redor do campo, torcidas empolgadas para estimular seus times. Rostos tingidos e até unhas pintadas com as cores das bandeiras de cada nação compunham a magia do torneio. A professora Eliane Almeida exibia o verde, o vermelho e o Branco enquanto os seus alunos da turma do programa Mais Educação da EMEF General Osório gritavam em coro "México! México!". A escola representa este país na competição. Gabriel Pletch, de 10 anos, era um dos mais entusiasmados. De descendência mexicana, além de estar torcendo pela nação de sua avó, teve a oportunidade de conhecer mais a fundo a cultura e os costumes de sua família. "Toda a semana tivemos aulas sobre os países e aprendi que lá (México) eles adoram pimenta, acho que é por isso que minha avó come uma inteira" satirizou o menino ao manejar fitas com as cores da bandeira. Ele e os colegas coloriram o local com gestos em perfeita sintonia.
Em campo a emoção rolou solta. À beira do gramado as duas equipes que deram o pontapé inicial na Copinha demonstraram exemplo cidadania. O time da escola Castelo Branco que enfrentou o time do Odete de Freitas continha entre os jogadores um portador de necessidade especial. Vítima de paralisia cerebral, carregando um andador, Richard Corrêa, 9 anos, não era diferente por sua condição. Estava ali com igual importância, exatamente como seus 10 colegas. Enquanto todos rezavam abraçados e ouviam as últimas orientações do técnico, a mãe dele Carem Santos, contava que o menino nem dormiu direito de tão eufórico. "Ele está muito feliz, me fez vir muito cedo, a explicação é que os colegas o adoram, chegam até a brigar para tê-lo por perto" relatou orgulhosa.
Ao observar a prática da inclusão social o secretário de Educação Paulo Ritter e e secretária da Copa Rita de Cássia Oliveira chamaram a atenção para o objetivo da Copinha. "Além de incentivar a prática esportiva, queríamos ver o entrosamento entre os diferentes, e conseguimos" comemorou Ritter . "Também a questão dos gêneros" completou Rita ao se referir as chaves femininas, numa forma de quebrar tabus. Os jogos femininos acontecem na segunda-feira.
Esta tarde será a abertura oficial às 15h.
Taís Dal Ri