No campo, os cabelos raspados ou curtos, comuns aos meninos, davam lugar aos fios compridos e esvoaçantes das meninas. Depois da modalidade masculina na sexta-feira, foi delas o dia de jogos da Copinha Escolar nesta segunda-feira, 31. Com muito talento e muita garra, as alunas das 32 escolas municipais jogaram bonito no Parque Eduardo Gomes.
Aparentemente, o único problema evidente era a inconformidade dos times que perdiam um ou outro jogo. Para as meninas da Escola Walter Peracchi, as lágrimas da derrota corriam soltas. "Tinham jogadoras muito grandes no outro time, não tinha como competir", contou uma das alunas. Com a desclassificação, agora resta torcer para os meninos que enfrentam as finais amanhã.
Enquanto umas sofrem, outras comemoram. Assim como a vida, cheia de perdas e vitórias, também em uma partida de futebol tudo pode acontecer. Para as escaladas para representar o Paraguai, da Escola Jacob Langoni, o dia foi mais saboroso. Apesar de perder um dos jogos, justificado pelo estranhamento com o campo, já que costumam praticar o futebol no salão, o sorriso no rosto das alunas denunciava os bons resultados anteriores. "Estamos muito ansiosas para a final amanhã, assim como os nossos colegas", comemoravam as amigas Isabel e Laís.
De acordo com o presidente da Associação Canoense de Árbitros e integrante da Comissão de Arbitragem dos jogos da Copinha, Osmar Machado, tudo corre de forma tranqüila no campeonato. "Só tivemos que transferir sete partidas do masculino para hoje em função de atrasos normais, mas de resto está tudo muito bem", afirmou. A finalíssima acontece nesta terça-feira, dia 1º de junho, quando os troféus chegam às mãos dos grandes vencedores.
Amanda Utzig Zulke