Na manhã desta quinta-feira, 27, o secretário de Educação, Paulo Ritter, recebeu em seu gabinete o presidente da Organização Nacional dos Cegos do Brasil, Moisés Bauer Luiz. O intuito da visita foi o de parabenizar a iniciativa da Secretaria de Educação de implantar no município o programa Livro Acessível. Através dele, alunos com deficiência visual, baixa visão ou cegueira terão acesso gratuito a qualquer livro ou documento a partir de uma nova tecnologia, a MECDAISY, que transforma texto escrito em áudio. Esta solução tecnológica permite a geração de livros falados e sua reprodução audível, com facilidade de navegação pelo texto e a reprodução sincronizada dos trechos selecionados.
"O que motivou a nossa vinda a Secretaria de educação foi a alegria de saber da iniciativa do município em disponibilizar o programa Livro Acessível. Já divulgamos a notícia a todas as instituições do país que atuam com pessoas com deficiência visual", observou Luiz.
Na oportunidade, ele apresentou o projeto que a Organização desenvolve junto a rede nacional de livros acessíveis, o qual, de acordo com ele, está alinhado com o proposto de Canoas. "Juntos, sociedade civil e poder público podem desenvolver importantes projetos que irão possibilitar o maior acesso dos deficientes ao livro acessível", destacou.
O programa no município
Em Canoas, o programa está atualmente na fase da produção dos livros no Centro de Capacitação em Educação Inclusiva e Acessibilidade - CEIA. Serão disponibilizadas 266 obras em MECDAISY até o final de 2011. No início deste ano letivo o material será apresentado aos professores das Salas de Recursos Multifuncionais, que irão atuar na iniciativa. Logo após, será realizada a formação dos educadores.
No Rio Grande do Sul existem três centros que atenderão a demanda do Estado, sendo que o NAPPB Canoas e o Núcleo de Bento Gonçalves serão os responsáveis pela demanda dos municípios que possuem alunos matriculados na rede pública de ensino com deficiência visual e baixa visão. O CAP/RS - Centro de Apoio Pedagógico atenderá a demanda das escolas estaduais.
Patrícia Araujo