A manhã de hoje na Escola Municipal de Ensino Fundamental David Canabarro, no bairro Mathias Velho, foi destinada à formação de professores do 1º ao 6º ano. A palestra "Ações Fonoaudiológicas na Escola", articulada pela orientadora Denise Wedman e ministrada pela fonoaudióloga do CEIA, Rosalina Moro, reuniu cerca de 20 educadores e, no segundo momento, contemplou também pais e alunos. A proposta, conforme a diretora da escola, Silvia Letícia de Senna, é fazer com que educadores, pais e alunos possam trabalhar juntos problemas da fala e da escrita, que normalmente culminam em dificuldades de aprendizagem.
Na apresentação, a orientadora falou sobre a importância e os desafios da inclusão na escola. Ao passar uma apresentação com fotos dos alunos da David Canabarro, Denise declarou que a primeira barreira a ser transposta é aceitar cada aluno. "Precisamos procurar meios e metologias, aceitando o tempo e o estilo de aprendizagem de cada criança", destacou.
Na sequência, a fonoaudióloga Rosalina convidada explicou alguns conceitos fundamentais no ensino e no aprendizado, como o desenvolvimento da linguagem, os signos, os gestos, a fonética e a fonologia. Segundo ela, "os educadores precisam ser o modelo positivo para as crianças, especialmente os que atendem os primeiros anos, pois certamente marcarão a vida delas". Rosalina também garantiu que a fala é apenas uma das emissões da mensagem. "O olhar, a linguagem corporal, os gestos, são também formas de comunicação", relatou.
Dois dos filhos quadrigêmeos de seu Zigomar Soares, Samuel e Ezequiel, de nove anos, participaram da formação junto do pai. Ambos apresentam algumas dificuldades na fala, que refletem na escrita, e podem causar problemas no andamento das aulas. Uma das irmãs dos meninos, Aline, já passou pelo CEIA e hoje segue normalmente o currículo escolar. De acordo com a diretora Sílvia, são pequenos erros, como letras trocadas, ou alguns ocasionados pela língua presa, por exemplo, que estão sendo acompanhados em conjunto pela escola e pela família. A ideia é que as técnicas passadas pela fonoaudióloga Rosalina sejam postas em prática para não comprometer a fala, a escrita e, mais ainda, a trajetória escolar dos alunos.
Amanda Utzig Zulke