Carregando! Por favor aguarde...
Entidades ligadas à reciclagem do Estado e de várias cidades do Espírito Santo estiveram na tarde desta quarta-feira (11) visitando e conhecendo o trabalho dos catadores organizados de Canoas. O intercâmbio foi organizado pelo Sindimicro - Instituto de Desenvolvimento de Pequenos Negócios e pela Agência de Desenvolvimento de Micro e Pequenas Empresas e Empreendedorismo do Estado do Espírito Santo (ADERES), parceiros no projeto de criação de uma Rede de Catadores, que conta com apoio da Secretaria Nacional de Economia Solidária do Governo Federal. A delegação teve representantes dessas duas entidades, membros de associações de catadores das cidades de Castelo, Mucurici, Marataizes, Ibiraçu, São Gabriel da Palha e Ilha da Vitória, além de integrantes da Superintendência Regional do Trabalho do Espírito Santo.
Projeto para o futuro
O grupo veio conhecer o trabalho e a forma organizacional da Rede de Cooperativas de Recicladores de Canoas (Coopercan), que congrega as cooperativas que atuam no trabalho de coleta seletiva da cidade e visitaram duas delas, a Cooarlas (Cooperativa Amigos e Amigas Solidárias) e Coopcamate (Cooperativa de Catadores de Material Reciclável de Canoas). O objetivo é a criação de, pelo menos, seis redes regionais entre as associações de catadores do Estado do Espírito Santo visando a comercialização conjunta, agregação de valor aos resíduos recicláveis e desenvolvimento de novos negócios. "Estamos empenhados na implantação deste projeto. Além da questão ambiental e do desenvolvimento urbano, a questão principal, para nós, é promover o desenvolvimento social e solidário. Queremos desenvolver as potencialidade econômicas e sociais destes empreendimentos", comentou Edilson João Rodes, diretor-presidente da ADERES. Já Hugo Tofoli, do Sindimicro, disse que a coleta seletiva só funciona baseada em três atores principais: o poder público, a população e os catadores. “Se a população não faz a sua parte não adianta o poder público investir. Se o poder público não investir, a população fica na mão. E os catadores têm que estar organizados", completou.
Na mesma língua
“Gostei de ver o entrosamento entre as cooperativas da Coopercan. Nossa ideia de rede é esta: união, pois uma andorinha sozinha não faz verão. Queremos aprender com os erros e os acertos", disse Miriam dos Santos Pereira, da Associação de Catadores de Material Reciclável, da cidade de Mucurici. E Antônio Ramos Martins, da Associação Reciclando Vidas, da cidade de Castelo, foi mais longe: “Quando catador fala pra catador, a gente se entende melhor”. Ana Paula, da Coopcamate, gostou de poder mostrar o trabalho que é realizado em Canoas. “A gente já tem uma longa caminhada e também enfrenta muitas dificuldades. Mas é muito bom pra nós também receber esta visita e poder mostrar a nossa realidade e jeito de trabalhar".
A situação de Vitória
A Coleta Seletiva enfrenta, na região metropolitana da Grande Vitória (ES), problemas como a coleta clandestina e o grande número de catadores informais, situação bastante comum às grandes cidades. Segundo a delegação, ainda falta uma adesão mais significativa da população, já que os resíduos chegam muito contaminados às cooperativas, dificultando o trabalho de reciclagem, incidindo diretamente na geração de renda. Há dois anos, havia apenas 16 associações de catadores em todo o estado do Espírito Santo. Hoje existem 69, espalhadas em 63 municípios. As associações prestam diferentes tipos de serviços aos municípios, entre os quais coleta, triagem/destinação e educação ambiental. Em Vitória, apenas 2% do lixo produzido pela cidade entra na coleta seletiva.
Veja mais
Serviço de Atendimento ao Cidadão: 0800-5101234