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Uma visita ao Centro de Bem-Estar Animal (CBEA), no Igara, é o suficiente para constatar que a situação herdada pela atual gestão não é das melhores. Sofrendo com falta de medicamentos para tratamento dos animais, o local ainda depende de doações e vaquinha entre funcionários para comprar os remédios.
Quando Alex Szekir, novo diretor do CBEA, chegou ao local, dois veterinários - sendo somente uma de turno integral - estavam disponíveis. "Para dar conta do número de animais acolhidos, temos que contratar pelo menos três profissionais veterinários. A ampliação dos atendimentos e a compra de medicamentos é mínimo que temos de fazer", diz o Szekir. O atendimento médico é fornecido por uma empresa terceirizada.
Outra preocupação da atual gestão do CBEA é a estrutura física. Além de ter encontrado muita sujeira nos ambientes de recuperação clínica - local que deveria ser higienizado - e espaços sem controle térmico, Szekir relata que alguns canis sofrem com alagamentos. "Na chuva que caiu na segunda-feira, tivemos que evacuar um dos espaços", lembra. A nova gestão irá viabilizar uma readequação no escoamento da casa, inaugurada em 2004.
Hoje, o Bem-Estar cuida de 140 cães - sendo 40 em tratamento médico e 100 disponíveis para adoção. Quatro cavalos também estão se recuperando de lesões. Dois, inclusive, já tem uma casa nova depois de curados: foram adotados por moradores de Canoas. Szekir conta que os dez gatos acolhidos pelo CBEA devem ser realocados para um espaço mais adequado em breve. O felinos, até então, ficavam em um ambiente muito próximo dos cães. "Teremos bastante trabalho pela frente, mas vamos atrás de soluções para ampliar o serviço", projeta o diretor.
Espaço de adestramento, anfiteatro e novo sistema de castração
Szekir planeja várias mudanças estruturais e programáticas para o CBEA. Em alguns dias, o local deverá promover a primeira edição do projeto Segunda Chance. Para desenvolver a cultura da adoção na cidade, irá ocorrer todos os sábados, no pátio da instituição, uma feira de adoção para a comunidade. Quanto mais cães adotados, mais espaço físico será liberado para acolher mais animais.
Na parte externa, há o plano de construir um espaço para adestramento e socialização dos animais. Também do lado de fora, uma das metas é fazer um anfiteatro para que o local promova projetos pedagógicos de educação ambiental.
A castração, serviço muito requisitado pelos canoenses, continuará ocorrendo, mas em um formato diferente. O objeto de Szekir é distribuir 20 fichas diárias para a população. Com isso, deverão ser realizadas 4 mil castrações ao ano.
Doações e adoções: duas ações bem-vindas
O Centro está aberto a doações da população. Os interessados podem ir até o local, preencher uma ficha e entregar o material aos funcionários. Os produtos mais demandados são rações, jornais, papelões e medicamentos.
As adoções também são de livre interesse. Quem quiser adotar um pet basta ir até o CBEA e manifestar o interesse. A equipe do centro irá fazer uma visita ao interessado e, se tudo for aprovado, o animal pode ser transferido para um novo lar.
A Organização Não-Governamental (ONG) World Animal Protection Brasil (WAPB) estima que existam cerca de 15 mil animais em situação de abandono em Canoas.
Serviço de Atendimento ao Cidadão: 0800-5101234