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"Os municípios não fogem de suas responsabilidades com relação ao tratamento do esgoto doméstico, mas não se pode encobrir os responsáveis pela contaminação do Rio dos Sinos", manifestou-se o prefeito Jairo Jorge. Ele participou, na tarde desta sexta-feira, da reunião do Consórcio Público de Saneamento Básico da Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos (Pró-Sinos), em São Leopoldo, acompanhado do secretário de Meio Ambiente, Celso Barônio.
No encontro, foi divulgado o primeiro relatório de análises da água do Rio dos Sinos, após a última mortandade de peixes. Conforme a Comusa e Semae, serviços municipalizados de água e esgoto de Novo Hamburgo e São Leopoldo, o Sinos não foi contaminado por esgoto. Segundo os testes, os peixes foram mortos por um produto químico ainda não identificado. O resultado será enviado ao Ministério Público e mais testes serão feitos para descobrir o contaminador.
Saneamento
Participaram da reunião 12 prefeitos das cidades que compõem a Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos. Jairo reforçou a manifestação do presidente do Pró-Sinos e prefeito de São Leopoldo, Ary Vanazzi, de que a mortandade foi uma questão pontual, já que não houve queda de oxigênio na água. Ele anunciou, ainda, que as obras de saneamento do PAC conquistadas por Canoas elevarão de 6% para 50% o índice de tratamento de esgoto do município. Na avaliação de Jairo, o episódio deve servir para uma reflexão de todos os setores da sociedade.
Segundo Vanazzi, os 17 municípios da Bacia do Sinos estão "fazendo o dever de casa" e investindo R$ 700 milhões em saneamento. Também anunciou a discussão de medidas como a outorga do uso da água, que deve ser paga. Além disso, o Pró-Sinos vai implantar um sistema de monitoramento permanente da qualidade da água, em templo real.
O prefeito de Novo Hamburgo, Tarcísio Zimermann, quer uma investigação profunda do Ministério Público sobre a origem da contaminação do rio, "sem alarmismo ou espetacularização".
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