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Vivendo hoje na chamada Vila de Passagem, muitas das famílias que moravam sob o traçado da BR-448, nos Diques, sobrevivem com o trabalho de reciclagem. Dentro desse cenário, o reassentamento destas famílias atingidas pela construção da Rodovia do Parque está sendo trabalhado nas várias dimensões, incluindo a questão econômica - essencial para a autonomia dos moradores. Para isso, foi construído um Galpão de Reciclagem dentro da Vila de Passagem.
A Secretaria do Meio Ambiente, através dos secretários Celso Barônio e Manoel Marcos, e a Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação, através da secretária Joceane Gasparetto, foram até o galpão nessa terça-feira para analisar o resultado dos primeiros dias de funcionamento do espaço. Evandro Feltrin, um dos assessores da STE na área da reciclagem, apresentou o resultado compilado de dez dias de trabalho dos 16 recicladores que já estão atuando no local de forma cooperativa. Ao todo, foram realizadas 20 reuniões, resultando em definições sobre o regramento e a metodologia de trabalho construídas de forma coletiva, com a participação de todos.
No período de dez dias foram reciclados cerca de 20 mil quilos. Segundo a empresa Vonpar, a média reciclada por cada trabalhador no estado é de 1.100 quilos. No galpão da Vila de Passagem a média já está em 1.620 quilos por pessoa. Conforme a secretária Joceane, a expectativa é de que a renda gerada seja de 700 reais, por pessoa, por mês de trabalho, "bem acima dos recursos recebidos por ocasião da catação individual". A Prefeitura Municipal entrega três caminhões de lixo por dia no galpão, poupando o reciclador de buscar na rua. No local, é feita a separação e venda do material.
Qualificação e atividade econômica
Segundo o secretário Celso Barônio, o projeto do Galpão de Reciclagem faz parte da proposta municipal de coleta seletiva. "Existem quatro galpões e este é uma filial. A proposta é que este material venha de outras cooperativas, e que este galpão possa auxiliar no trabalho de reciclagem com o volume produzido na cidade, como política de ampliação da coleta seletiva. Vamos qualificar este pessoal em vários sentidos, capacitando para que sejam gestores e que tenham a lógica da compreensão de que são proprietários de uma atividade econômica", salientou o titular da SMMA.
Para Joceane, foi feita a retirada das famílias e a preocupação maior sempre foi garantir a manutenção da atividade produtiva das famílias. "Garantir os meios de sustento e qualificá-los foi o maior desafio. Observamos que o trabalho desenvolvido no galpão garante isto e estamos muito felizes. Conseguimos construir um espaço para a realização da reciclagem que não interferisse no módulo de moradia, resultando em limpeza, saúde e qualidade de vida", observa a secretária.
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