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A Diretoria de Vigilância em Saúde, da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), em parceria com a Subprefeitura da Região Sudoeste, realizou nesta segunda-feira, 5, a primeira etapa de aplicação de um larvicida biológico às margens da Vala da avenida Irineu Carvalho de Braga, que atravessa os bairros Mato Grande e Fátima.
O produto está sendo utilizado para combater as larvas do mosquito e reduzir a infestação por esses insetos. O local foi escolhido devido à reclamação dos moradores próximos. Com o tempo quente e a existência de água parada, o mosquito se reproduz rapidamente. Os mosquitos depositam os seus ovos próximos da água, onde as larvas se desenvolvem.
"Essa região está sofrendo com um desiquilíbrio ambiental causado pelas obras de canalização da vala. Isso associado ao forte calor, às chuvas e ao avanço da construção civil para esta região tirou os insetos de seu habitat", explica a bióloga da SMS e coordenadora da ação, Mariana Wilde. A profissional disse que o larvicida não mata os mosquitos adultos e as pupa, mas com a morte das larvas o número deve diminuir. A eficácia da aplicação é válida por até dois meses.
Como ajudar
Mariana pede a ajuda da população para evitar a proliferação dos pernilongos, pois a estiagem e a existência de lixo e restos de plantas nas margens permitiu a formação de remansos com água parada, onde os mosquitos estão se reproduzindo rapidamente. "O volume de insetos é muito grande e tem gerado reclamações diárias. Por isso é importante que a população não jogue lixo e cuide para não deixar recepientes com água parada em suas residências", alerta.
Os técnicos estiveram no local e constataram apenas a presença de pernilongos. Não foram encontradas larvas do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue. "Ainda assim, pelo incômodo que o mosquito traz, está sendo feito este trabalho para o controle, pois existe uma reclamação muito grande por parte das escolas da região.
O Aedes aegypti não se reproduz em águas correntes, portanto é mais um motivo para as pessoas eliminarem os focos de procriação como vasos, pneus, calhas entupidas, entre outros locais com água parada em seus pátios e vizinhanças", reforça a diretora de Vigilância em Saúde da SMS, Judith Vasconcellos.
Larvicida
A aquisição do produto foi feita pela Secretaria do Meio Ambiente, que também está acompanhando a situação. "Vamos aguardar o resultado desse trabalho para posteriormente definir novas ações. Esperamos assim diminuir o incômodo das pessoas que residem próximo das valas", explica o secretário municipal do Meio Ambiente, Celso Barônio.
Outras etapas
A ação segue nesta semana em outros pontos da vala da Irineu. Outras regiões, como a Vala da Curitiba, no Mathias Velho, também vão receber o larvicida. Judith comenta que se espera apenas as condições ideais para que o produto possa ser aplicado com maior eficácia.
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