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A Prefeitura de Canoas, por meio da Secretaria de Meio Ambiente (SMMA), em parceria com a Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), retirou na tarde desta quinta-feira, 15, as cerca de 30 mil lâmpadas fluorescentes que foram descartaadas irregularmente em área da Avenida Antônio Frederico Ozanan, no bairro Brigadeira (próximo ao pátio da Refap). O material foi recolhido por uma empresa da cidade catarinense de Indaial, que faz a reciclagem.
Após a ação, os técnicos da SMMA vão analisar o solo e medir o grau de contaminação. "A Polícia Civil vai buscar os responsáveis para puní-los com base no Código Ambiental. Pedimos ajuda da população que denuncie caso veja alguém fazendo esse tipo de descarte. Essas lâmpadas podem causar danos ambientais gravíssimos e diversos problemas de saúde", alertou o secretário Celso Barônio.
Por meio de parceria com a Prefeitura, a Refap assumirá o valor do transporte e da reciclagem das lâmpadas como forma de compensação ambiental de suas atividades.
Punições
A Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) também foi comunicada, uma vez que o crime é considerado de Classe 1 (nível mais grave de contaminação), podendo causar problemas de saúde para a população e graves riscos ambientais. A punição, nesse caso, pode chegar a multas de até R$ 5 milhões e prisão dos responsáveis pelo descarte. O proprietário do terreno também será acionado para que dê a destinação adequada àquele passivo ambiental e para que mantenha o terreno cercado e sem a possibilidade de novos lançamentos de produtos no local.
Isolamento
O local foi isolado e serão colocadas barreiras para que novos dejetos não sejam depositados. Além disso, a Guarda Municipal passará pelo local em horários alternados . "O que mais preocupa, no entanto é o risco de algum desavisado ou mesmo criança passar por ali e ficar exposto, por acidente, imperícia ou desconhecimento aos riscos do vapor. Poderia comprometer sua saúde pelo resto da vida. Esse fato torna mais grave a responsabilidade, ou melhor dizendo, a irresponsabilidade de quem descartou o resíduo", observa Barônio.
Problemas de saúde
As lâmpadas fluorescentes tubulares, como as encontradas no terreno, contêm, de forma geral, mercúrio, cádmio, pós de fósforo, além de chumbo, este último misturado no seu vidro. Aquele primeiro apresenta-se sob a forma de vapor ( mais perigosa) e também em fase sólida (em maior quantidade) misturado junto ao fósforo.
"O pó de fósforo, por exemplo, pode facilmente passar de estado sólido para líquido e carregar junto os metais pesados associados a ele para o solo, contaminando-o. Seguindo este caminho atingirá os mananciais de água, podendo acarretar danos nas nas relações do conjunto de seres vivos daquele ambiente, inclusive o homem", explica Barônio.
No ser humano, o mercúrio acumulado provoca hiperatividade. Ele também pode levar a uma desordem neuromuscular como contrações, dores, tremores, cãibras, diminuição de força. assim com a uma perda de apetite. Após atingir o sistema nervoso central, pode provocar entre outros males, tendência convulsiva. Causa ainda problemas renais e no metabolismo das células.
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