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Em cumprimento ao acordo judicial assinado em 16 de fevereiro, a Prefeitura de Canoas mobilizou, na manhã desta segunda-feira (13), um efetivo de 200 pessoas para a retirada dos ocupantes do condomínio do Minha Casa, Minha Vida no Macroquarteirão 4 (MQ4), no bairro Guajuviras. A saída das 146 famílias que ocupavam as casas e os sobrados já concluídos deveria acontecer concomitantemente à mudança dos verdadeiros contemplados com as moradias, mas foi descumprida pelos ocupantes.
De acordo com certidão emitida pelos oficiais de Justiça encarregados da ação, a comissão representativa dos ocupantes determinou que as famílias não deixarão as residências por alegação de inconsistências na seleção dos beneficiários. Enquanto isso, o Ministério Público, que investiga a lista elaborada na administração anterior, ainda não possui provas de irregularidades.
Ao chegarem no local, servidores das secretarias de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Segurança Pública e Cidadania, Serviços Urbanos e Obras, além de agentes da Brigada Militar, Polícia Federal, Guarda Municipal e Corpo de Bombeiros, depararam-se com os líderes da ocupação ao lado de fora das casas, orientando os demais a não saírem dos imóveis.
Contratos já foram assinados, mas espera continua
As famílias beneficiadas com as moradias aguardaram, nesta manhã, a realização da mudança, organizada pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação do município. "Hoje disponibilizamos cinco caminhões para os moradores da Vila de Passagem, que são os prioritários para receber os primeiros apartamentos deste lote finalizado. Para os ocupantes, separamos 15 caminhões para que levassem os móveis e pertences pessoais ao depósito da Defesa Civil de Canoas", revela o adjunto da pasta, Jorge Dellamea.
Os contemplados, que em alguns casos esperam pelos imóveis há cinco anos, assinaram contrato com a Caixa Econômica Federal na última sexta-feira (10), e deveriam tomar posse de 30 casas por dia durante esta semana. "Faz quatro anos que me inscrevi no programa. Depois o governo anterior levou meus filhos e eu para a Vila de Passagem, de onde a gente deveria sair em seguida, mas não aconteceu", disse a proprietária legal de um dos apartamentos, Camila Natana Santos Lara.
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