Apoio financeiro era o que faltava para o maratonista canoense cadeirante João Correia participar da prova internacional mais importante da modalidade. No dia 1° de novembro, ele disputou entre 800 atletas a Maratona Internacional de Nova York 2009, ocorrida nas baixas temperaturas dos Estados Unidos neste período do ano. A prova aconteceu no famoso parque americano Central Park e contou com 42km195m, dos quais João completou em duas horas e 45 minutos.
João chegou em 22° lugar e contou que as principais dificuldades enfrentadas na maratona foram as condições climáticas. "Este ano foi muito mais frio do que das outras vezes. A largada foi abaixo de chuva e quando parou de chover ficou ainda mais frio. Sem falar do vento que cortava o peito", comentou. João disse que os organizadores da prova distribuíram sacos térmicos e edredons térmicos para aquecer as extremidades inferiores dos cadeirantes. "Nós não movimentamos as pernas e desta vez, precisou aquecimento, pois, estava muito frio", disse.
Segundo o secretário de Esporte e Lazer, Carlos Lanes, o esforço do para atleta canoense é a maior recompensa em apoiar o esporte local. "Temos talentos aqui, tanto no esporte de alto rendimento, quanto nas categorias especiais, como é o caso do João", falou. Ele adianta que o Centro Esportivo São Luis será o espaço de um futuro projeto de treinamento para atletas com deficiência. "Nós estamos contatando com os para atletas canoenses para fazer uma reunião coletiva e democrática, que identifique a melhor maneira de inclui-los no nosso programa maior da Secretaria: o Atleta Cidadão do Futuro", explicou.
O Atleta Cidadão do Futuro se dará por meio de convênios com entidades desportivas, universidades ou demais instituições. A Prefeitura repassa os recursos e a contrapartida é a realização de atividades de treinamento com as categorias de base. Serão 13 núcleos para promoção de esporte de rendimento. As modalidades oferecidas serão atletismo, futebol, futsal, judô, handebol e voleibol masculino e feminino.
Rachel Duarte