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Entre a segunda-feira (17) e o dia 21 de março, será realizado em Canoas pela Unidade de Vigilância Ambiental em Saúde, da Diretoria de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), o primeiro Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) de 2014. O LIRAa mapeia a infestação do mosquito transmissor da dengue, determinando o LIRAa no município.
O diretor de Vigilância em Saúde, o médico Paulo Zubaran destaca a importância da colaboração da população, permitindo o acesso dos Agentes de Combate a Endemias aos seus imóveis. Todos os agentes estarão identificados com coletes verdes e crachás.
Para que serve o LIRAa
O médico Paulo Zubaran explica que o LIRAa é um levantamento capaz de fornecer informações necessárias para o combate adequado e efetivo do mosquito causador da dengue, além de fornecer informações para que a sociedade possa ser mobilizada no sentido de também mostrar que, juntamente com o poder público, ela é responsável pela prevenção. "Este levantamento determina a quantidade de larvas do Aedes aegypti, favorecendo ações eficazes nas áreas de maior risco.
Através da determinação do número de larvas do mosquito coletada e identificada, será possível saber qual é o Índice de Infestação Predial, que pode variar da seguinte maneira:
- Inferior a 1% - As condições apresetam-se satisfatórias;
- Entre 1% e 3,9% - Encontra-se em situação de alerta;
- Superior a 4% - Risco de surto de dengue.
O último LIRAa foi realizado no município em dezembro de 2013 e mostrou que o Índice de Infestação Predial era de 0,24%, considerado em condições satisfatórias.
Para a realização do levantamento, o município é dividido em nove estratos, que contêm um ou mais bairros. Dentro desses bairros, são sorteados aleatoriamente os quarteirões a serem trabalhados, bem como os imóveis, onde serão coletadas amostras de larvas de mosquitos a serem analisadas e identificadas em laboratório.
Levantamento de Índice + Tratamento
Na realização do LIRAa, por ser a determinação rápida do índice de infestação, não ocorrem orientações nem tratamento químico nos locais pois isso ocorre de rotina nas inspeções dos agentes de combate a endemias, através de um procedimento denominado LI + T, que é o Levantamento de Índice + Tratamento, oportunidade esta em que os Agentes inspecionam as residências e comércios de todos os bairros da cidade, identificando os depósitos e coleta das larvas para análise em laboratório. Quando ocorre o LI + T, também são prestadas orientações quanto a prevenção e já é realizado o tratamento com larvicida naqueles depósitos que não possam ser eliminados mecanicamente, ou seja, quando não é possível retirar a água parada.
O LI + T é realizado diariamente pelos Agentes de Combate a Endemias em todos os bairros da cidade. Atualmente, os bairros Rio Branco e Niterói estão sendo trabalhados mais intensamente, por fazerem fronteira com Porto Alegre, onde houve recentemente um surto de dengue. Além disso, os índices levantados nesses bairros colocam a Secretaria Municipal de Saúde em alerta, já que no mês de fevereiro, considerado pré-epidêmico para a dengue, eles mostram que existe presença do mosquito em um numero relativo de imóveis.
Zubaran informa que outro fator preocupante é o chamado Índice de Pendências, que é o número de residências encontradas fechadas ou onde seus moradores impedem a entrada dos Agentes de Combate a Endemias, não sendo inspecionadas. Esse índice chegou, em algumas semanas, a 65% das residências, o que leva a crer que o índice de infestação possa ser maior.
O mosquito Aedes aegypti
O mosquito Aedes aegypti se prolifera em depósitos com água limpa, principalmente da chuva. Os principais depósitos são garrafas, pneus velhos, piscinas sem tratamento, caixas d'água sem tampa, latas e, inclusive, tampinhas de garrafa e cascas de ovo. Todos esses locais podem acumular água, que servirão para a fêmea do mosquito depositar seus ovos, que, em contato com a água, em condições ideais, como alta temperatura e alta umidade, em sete dias transformam-se em novos mosquitos adultos.
Por isso, a prevenção à dengue se faz necessária. Se todo cidadão controlar o seu imóvel, evitando o acúmulo de água, os mosquitos não terão as condições ideais para a reprodução.
Zubaran afirma que esse é o mais eficaz método de controle e combate a esta patologia. O mosquito Aedes vive, em média, 30 dias e é importante que se diga que ele não se reproduz em águas contaminadas como as de valões e esgotos. Nesses locais, é encontrado o mosquito da espécie Culex, que é o pernilongo comum, que, em áreas urbanas, não é transmissor de doenças.
A dengue só é transmitida pela picada da fêmea do Aedes aegypti , que deve estar infectada com o vírus da dengue. Não se transmite a doença de pessoa para pessoa.
Canoas só teve casos importados em 2013
Em Canoas, no ano passado, tivemos 54 casos suspeitos de dengue, e 12 foram confirmados. Foram todos casos importados, ou seja, adquiridos por pessoas que viajaram para outras cidades ou estados e lá foram picadas pela fêmea do Aedes, infectada pelo vírus da dengue. São autóctones os casos em uma pessoa que apresenta a doença seja picada pelo mosquito em Canoas e transmita o vírus que está no seu sangue ao mosquito, que após um tempo de incubação de aproximadamente cinco dias, passará a transmitir o vírus para outras pessoas, através da sua picada.
Em 2014, houve dois casos suspeitos de dengue em Canoas, mas eles não foram confirmados. Também neste ano, houve um caso de dengue de um viajante hospedado em um hotel do Município, mas a ocorrência foi notificada e tratada por Porto Alegre.
Os sintomas da dengue
- Febre alta com início súbito;
- Dor de cabeça;
- Dor atrás dos olhos;
- Dor muscular;
- Náuseas e vômitos;
- Manchas na pele;
*Caso algum desses sintomas ocorra, deve ser procurada assistência médica imediatamente .
É importante a ajuda da população
Zubaran conclui dizendo que é de extrema importância que a população seja parceira do poder público no combate à dengue. A população deve permitir o acesso dos Agentes de Combate a Endemias aos seus imóveis e acatar as orientações prestadas por eles. "Somente com o esforço mútuo teremos condições de evitar uma eventual epidemia no município", afirma o diretor da Vigilância em Saúde.
Serviço de Atendimento ao Cidadão: 0800-5101234