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Bárbara de Favere-Especial/SES
Município esteve representado na reunião da SES sobre o ebola
A Secretaria Estadual da Saúde apresentou na quinta-feira (23), em Porto Alegre, o Plano de Ação e Enfrentamento do Vírus Ebola a técnicos das vigilâncias epidemiológicas e sanitárias das 19 Coordenadorias Regionais de Saúde e de outros 33 municípios gaúchos. No encontro, foram discutidas e detalhadas as ações a serem adotadas em qualquer caso suspeito, para garantir o diagnóstico precoce, proteger os profissionais de saúde e conter a possível transmissão do vírus.
Capacitação em Canoas
A Vigilância em Saúde, da Secretaria Municipal de Saúde, foi representada pela gestora da Unidade de Coordenação Epidemiológica e Informações, Rita Adriani Oliveira. Nos próximos dias, os profissionais de saúde de Canoas serão capacitados conforme os protocolos internacional, nacional e estadual de saúde.
Segundo a diretora da Vigilância em Saúde do Município, Sara del Cueto, é pequeno o risco de ocorrer a doença no Estado ou no país. Explica que a transmissão do vírus ocorre somente no período em que os sintomas se manifestam, através do contato direto com sangue, fluidos corporais e tecidos de pacientes contaminados, ou do contato com objetos contaminados por fluidos. A diretora salienta, ainda, que não há voos diretos entre os países onde ocorre contaminação e o Rio Grande do Sul. "É necessária, entretanto, atenção máxima, bem como um planejamento, para que possamos agir em uma eventualidade", alerta Sara.
Procedimentos em casos suspeitos
O plano estadual de contingência está baseado no Protocolo de Vigilância e Manejo de Casos Suspeitos, emitido pelo Ministério da Saúde. Segundo o médico sanitarista da Vigilância em Saúde de Canoas, Paulo Zubaran, as ações específicas devem ser desencadeadas quando houver um caso suspeito de contaminação pelo ebola.
Zubaran afirma que deve ser investigado todo o indivíduo que chegar ao Brasil nos últimos 21 dias, procedente de países onde ocorre transmissão intensa do vírus, como Libéria, Guiné e Serra Leoa, que esteja com febre de início súbito, acompanhada por sinais de hemorragias, manchas roxas ou avermelhadas na pele e sangue na urina.
Outro fator a ser considerado é a possibilidade da chegada ao Estado de viajantes com esses sintomas. Por isso, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) reforçou os cuidados no Aeroporto Internacional Salgado Filho, nos portos de Porto Alegre e de Rio Grande e nas fronteiras secas de Uruguaiana, Chuí, São Borja, Jaguarão e Santana do Livramento.
O hospital de referência no Brasil para internação de pacientes com suspeita de ebola é o Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, no Rio de Janeiro. No Rio Grande do Sul, é o Hospital Conceição, onde a pessoa permaneceria em isolamento, até ser transportado de avião ao RJ.
Doença sem tratamento específico
A doença não tem tratamento específico, somente medidas de suporte à vida, com terapia intensiva para os casos graves, controle de infecções, isolamento e uso de equipamentos de proteção pelos profissionais de saúde. Também não existe vacina contra o ebola. A medida de prevenção é evitar o contato com sangue ou secreções de doentes ou com corpos das vítimas fatais.
Serviço de Atendimento ao Cidadão: 0800-5101234