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A Diretoria de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde (DVS/SMS) iniciou, na tarde desta segunda-feira (27), a operação "De volta pra Casa". Trata-se de um trabalho integrado para a orientação e prevenção de doenças típicas das áreas alagadas - especialmente a leptospirose -, dirigido à população ribeirinha que se encontra em casa, ou está retornando às residências após o período de forte chuvas na cidade.
A operação é realizada por três unidades da DVS: Vigilância Epidemiológica, Vigilância Ambiental e Saúde e Controle de Animais e Zoonoses.
Na tarde desta segunda, um grupo de 11 agentes realizou esse trabalho em dois pontos de Canoas: no final da rua da Barca, onde há famílias que começam a retornar as suas residências; e na área próxima à praia do Paquetá, onde dezenas de famílias permanecem nas residências, mesmo com o alto volume das águas. No local, os agentes conversaram com essas pessoas sobre possíveis riscos de doenças e formas de prevenção e entregaram material informativo.
Equipes de Saúde da Família realizam também um atendimento especial nessas localidades.
Alerta
A DVS lançou ainda o Alerta Epidemiológico, um conjunto de orientações sobre cuidados de proteção, higiene e limpeza para as comunidades sob maiores riscos.
"O risco da contaminação está mais presente onde não há proteção. O contato constante com a água deixa a pele porosa e mais vulnerável a doenças. Além da leptospirose, há outros riscos, como a hepatite A, animais peçonhentos e diarreias. A higienização é um dos principais cuidados necessários", explica o veterinário da equipe, Roger Halla.
A operação "De Volta para Casa" prossegue ao longo desta semana.
Leptospirose
A ocorrência de fortes chuvas, alagamentos e inundações favorece a disseminação e a persistência da bactéria leptospira, causadora da doença leptospirose. A doença é transmitida pelo contato com a urina de animais infectados, principalmente roedores, através de águas contaminadas, lodos, lama, esgotos, alimentos, lixo. O microrganismo pode penetrar a pele através de lesões, ou quando imersa por longos períodos em água contaminada, ou ainda através de mucosas.
Animais peçonhentos
Em situações de alagamentos, animais peçonhentos como serpentes, aranhas e escorpiões também ficam desabrigados e procuram locais secos. A população deve estar atenta para evitar, após o período de enchentes, ser surpreendida por esses animais. Por isso, tome os seguintes cuidados:
- Ao entrar na água, fique atento a serpentes que podem estar nadando em busca de terra seca, ou arraias que podem estar no fundo;
- Entrar em casas com cuidado e observar atentamente a presença de animais peçonhentos, sabendo que estes se escondem do homem;- Bater os colchões antes de usar e sacudir cuidadosamente roupas, sapatos, toalhas e lençóis;- Limpar o interior e os arredores da casa usando luvas, botas e calças compridas;- Nunca coloque as mãos em buracos ou frestas. Use ferramentas como enxadas, cabos de vassoura e pedaços compridos de madeira para mexer nos móveis. Use luvas;
- Não ande descalço. Use botas ou calçados rígidos com perneira com proteção até o joelho e calças compridas.
-Caso encontre animais peçonhentos dentro da residência, afaste-se deles sem assustá-los e entre em contato com o Centro de Controle de Zoonoses da Secretaria Municipal de Saúde (fone 3472-7309), ou com o Corpo de Bombeiros (193);
- Não pegue animais peçonhentos, nem que pareçam estarem mortos!
- Em caso de picada, solicite atendimento médico o mais rápido possível;
- Mantenha a pessoa picada deitada e em repouso;
- É importante evitar que a vítima se locomova por seus próprios meios;
- Mantenha o membro picado mais elevado que o restante do corpo;
- Lave o local da picada com água e sabão.
Veja mais:
Serviço de Atendimento ao Cidadão: 0800-5101234