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Quando em 2011, o município de Canoas assumiu a gestão do Hospital Universitário, a unidade de saúde corria o risco de fechar as portas. Ao contrário disso, a Prefeitura ampliou os serviços, passando a oferecer o atendimento em 35 especialidades médicas e reabrindo a maternidade. Foi implantado também o Pronto Atendimento Ginecológico e Obstétrico, e as UTIs neonatal, pediátrica e adulta. O HU tornou-se referência estadual em diversas especialidades médicas e cirúrgicas, como cardiologia e traumato-ortopedia para usuários do SUS.
Com a municipalização, o número de leitos, que em 2009 era de 120, passou a 449. Agora, para manter o hospital em funcionamento e não interromper os serviços prestados, a administração municipal está readequando a sua estrutura com a diminuição temporária de leitos e a redução do quadro funcional.
O porquê das medidas
"As medidas foram tomadas porque os repasses dos governos federal e estadual e a capacidade de Canoas em financiar esta estrutura, não estão sendo suficientes. Nós tivemos uma queda de arrecadação nos recursos próprios do município. Houve, no início de 2015, uma mudança da política de incentivo aos hospitais, o que diminuiu a receita, e hoje temos um déficit mensal que não podemos manter (R$ 2 milhões/mês), justifica o secretário Municipal de Saúde, Marcelo Bósio. "Essa medida é adotada agora, para que não tenhamos um impacto maior e, daqui alguns meses, coloquemos em risco toda a operação e ocorra o fechamento do hospital", enfatiza.
Ele salienta ainda, que as medidas não atingem a Capital. "Não há impacto no sistema de saúde de Porto Alegre, até porque o trabalho das redes de urgência e emergência do município de Canoas continua sendo realizado normalmente. Toda a capacidade que estava em funcionamento, permanece funcionando. Além disso, nenhum serviço das UPAs foi interrompido. O que temos é uma mudança de ritmo, e essa adequação é necessária, nesse momento, para equilibrarmos e darmos sustentabilidade financeira para o hospital".
Não há superlotação
Diferentemente do que chegou a ser noticiado em alguns veículos de comunicação, em nenhum momento ocorreu superlotação das UPAs, onde, diariamente, há, em média, 1,1 mil atendimentos. Ou seja, o volume de atendimentos é alto, pois a estrutura tem capacidade para isso.
Boas notícias
A Prefeitura está mobilizada. O Secretário Bósio buscou auxílio em Brasília e voltou confiante. "Existe a expectativa da reabertura dos leitos. Nós estamos em negociação com o Ministério da Saúde. Na reunião desta semana, alinhamos a construção de um processo de habilitação do HU enquanto hospital de ensino, que é um processo que já tramita há mais de dois anos, com a devida pactuação financeira. Temos a perspectiva que, em 2016, consigamos aumentar o financiamento da parte da União nesse processo e, então, poderemos reabrir os leitos e voltar à rotina, utilizando 100% da capacidade do hospital", concluiu.
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