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Além dos 41 agentes de endemia, desde o início de dezembro, outros 370 agentes comunitários do Programa Estratégia Saúde da Família atuam também na prevenção da dengue em Canoas.
Prossegue, em toda a cidade, as visitas domiciliares diárias dos agentes de endemia em ações de orientação, coleta e tratamento. Na manhã desta quarta-feira (30), essas equipes percorreram as ruas do bairro Rio Branco, onde estiveram em residências e condomínios, conversando com moradores e esclarecendo dúvidas.
"Para nós, isso é muito importante, também para conscientizar o pessoal", declarou o caminhoneiro Celso Bednarck, enquanto acompanhava o trabalho dos agentes em sua residência. No local, além do recolhimento de algumas larvas para a análise em laboratório, os agentes orientaram sobre medidas preventivas contra o mosquito, especialmente nesse período de férias.
O mosquito Aedes aegypti, que transmite a dengue, é também transmissor de chikungunya e do zika vírus, esse responsável pelos casos de microcefalia em bebês, já considerados epidemia no Brasil. O risco desses contágios, que podem ocorrer em qualquer cidade, exige ainda mais cuidados para evitar a reprodução do mosquito.
O trabalho dos agentes nas residências se concentra na identificação de focos em ralos, garrafas vazias e plantas que acumulam água. Além da limpeza imediata e do recolhimento de larvas, são realizadas orientações sobre medidas para evitar focos.
"É muito comum os próprios moradores recolherem mosquitos, que desconfiem se tratar do Aedes aegypti e nos entregarem para análise. Esse trabalho depende de uma conscientização e de um envolvimento de todos", afirma Luis Brunos Nunes de Souza, supervisor de campo dos agentes de combate a endemias.
Reforço
Em dezembro, 370 agentes comunitários, que trabalham no Programa Estratégia Saúde da Família, passaram a atuar também na prevenção da dengue, após capacitação orientada pelo Ministério da Saúde. Outros 41 agentes de endemias e seis soldados do Exército já vistoriam as ruas e residências.
Além dos cuidados que precisam ser tomados para evitar o nascimento das larvas, o morador deve permitir o acesso dos agentes aos imóveis e acatar as orientações prestadas por eles.
LIRAa
O terceiro e último Levantamento de Índice Rápido de Aedes Aegypti e Aedes Albopictus (LIRAa) de 2015, realizado em novembro pelas equipes da Vigilância em Saúde, apontou queda na infestação dos transmissores da dengue, zika vírus e chikungunya em relação à pesquisa anterior, feita em março.
O índice de infestação em casas, comércio e terrenos baldios foi de 1,1% para o Aedes Aegypti (contra 1,7% em março), configurando situação de alerta. Já para o Aedes Albopictus, o índice atual é de 0,27 % (condição satisfatória). Em março foi de 0,22%.
Telefone 3463 2936 (Unidade de Endemias).
Serviço de Atendimento ao Cidadão: 0800-5101234